Two Shot - My Baby P.1

Atualizado: 25 de set.


Aqui estou eu! E venho com o que era para ser uma One Shot, mas ficou grande demais, os personagens se empolgaram, tomaram seus próprios rumos e eu fui seguindo eles... E deu no que deu. Tornou-se impossível deixar tudo em uma one shot porque só aqui já tem em torno de 20k palavras! Sim, Vinte mil!

É muita coisa, e por isso, para não ficar cansativo, achei melhor dividir e poder trabalhar melhor ao invés de resolver tudo apressadamente para concluir o desfecho e terminar a história. Queria fazer algo bom, e por isso aqui está!

Abaixo vocês vão encontrar a sinopse e eu espero demais que vocês gostem!

Não se esqueçam de votar no capítulo, não custa nada apertar o pequeno coraçãozinho ali, e ajuda MUITO esse site, sério, vocês não tem noção!


Comentem o que acharam da história aqui no capítulo! Sei que podem estar vindo até aqui através de algum link, mas comentem aqui o que acharam!


Obrigada por todo o apoio e boa leitura!

Amo vocês e até o próximo que será postado dia 2 de outubro!



My Baby



Sinopse: Taehyung, o filho do meio de uma grande família bilionária estava voltando de outro dia cansativo de trabalho. Segurava uma pequena maleta e uma bolsinha rosa que continha um presente especial que desejava para dar ao seu namorado naquele dia que estava prestes a marcar o início de uma série de acontecimentos frenéticos.

Taehyung sabia que Jeongguk — o filho mais velho da maior máfia sul-coreana — amava receber meias, saias e qualquer coisa com renda… E Taehyung amava incondicionalmente ver Jeongguk daquela forma.



Parte Um:


But, mama, I'm in love with a criminal

And this type of love isn't rational, it's physical

Mama, please don't cry, I will be alright

All reason aside, I just can't deny, I love that guy


Mas, mamãe, eu estou apaixonada por um criminoso

E esse tipo de amor não é racional, é físico

Mamãe, por favor não chore, eu ficarei bem

Pondo a razão de lado, não posso negar, eu amo aquele cara

  • “Criminal” Britney Spears.



Coreia do Sul

Paju

16 de junho


O céu e tudo abaixo dele estava um imenso breu, a grama que cercava aquele galpão se movia sutilmente com o vento, era discreto como uma troca de olhares entre dois amantes em segredo. Era tão sutil quanto piscar os olhos e deixar que por um momento tão breve seus cílios superiores se juntem com os inferiores.

Nada acontecia, e por muitas horas o cenário continuou inalterado, a grama seguia movimentando-se somente quando a brisa soprava, as nuvens no céu iam deslizando de um lado para o outro, parecendo brincar entre si e atrair a atenção de diversas crianças curiosas que reparam em tais movimentos.

Mas então, aos poucos, vindo de uma grande distância, o som de pneus começou a se fazer presente, e aumentava, mais e mais, crescendo conforme os carros cruzavam todo o comprimento daquela rua asfaltada, aumentando a velocidade e denunciando a urgência dos veículos em chegar logo onde desejavam.

Faltavam menos de cem metros para que os carros chegassem até o galpão quando as portas de ferro daquele lugar foram abertas e seis motos saíram de lá a todo vapor, deixando para trás uma grande explosão que destruiu todas as janelas e tudo o que havia lá dentro.

As chamas começaram a subir, aterrorizando os motoristas dos veículos que passaram a perseguir todos os seis pilotos que dirigiam as motos, acelerando ao máximo para sumir de vista enquanto Seulgi e Hoseok viravam-se em direção aos carros, atirando impiedosamente nos pneus para fazê-los parar e não conseguir alcançá-los.

Alcançaram êxito em fugir, mais uma vez.


Coreia do Sul

Seul

17 de junho


O carro estacionou perfeitamente e Taehyung saiu do veículo antes mesmo que o motorista tivesse tempo de correr para abrir a porta para si. Taehyung agradeceu de forma baixa pelo serviço do seu motorista particular daquele dia e caminhou em direção ao elevador mais próximo.

Andava calmamente pelo estacionamento do prédio caro e famoso que pertencia a sua família. Não queria entrar no saguão e ser bajulado pelos diversos funcionários que acreditavam que poderiam ter algum benefício caso fossem educados e puxa-saco com Taehyung.

Ao contrário do irmão mais velho, Taehyung gostava da calmaria e da simplicidade. Gostava de ser tratado como uma pessoa normal, sem que visassem o status social que tinha graças a sua família.

Entrou no elevador do estacionamento, observando atentamente sua própria imagem refletida no espelho que havia ali. O cabelo castanho estava bem penteado como sempre, a gravata cinza daquele terno já o estava sufocando. Taehyung odiava ternos e odiava ainda mais ter que ser obrigado a usá-los sempre que estava fora de casa por conta da grande imagem que sua família tinha.

Mas, ainda com todas aquelas regras e etiquetas sociais, Taehyung gostava de pertencer a sua família, gostava dos irmãos, dos pais, dos primos e tia, gostava verdadeiramente deles e, obviamente, de todo o dinheiro que tinham. Taehyung era bilionário, não tinha como não gostar de ser bilionário.

A parte que Taehyung não gostava era toda a imagem que deveriam sempre estar zelando pelo melhor já que sua família estava ligada a muitos negócios da Coreia do Sul e, por conta daquilo, deveriam manter um certo tipo de comportamento. E daquilo Taehyung realmente detestava.

Soltou um suspiro pequeno, afrouxando um pouco mais a gravata ao redor do pescoço antes que o elevador parasse no último andar, a cobertura de um dos prédios mais caros de Seul.

O elevador parou e abriu suas portas metálicas bem em frente a um pequeno hall decorado com paredes pintadas na cor vinho e fotos preto e branco dos mais diferentes felinos.

Havia uma única porta ali, branca com maçaneta dourada.

A porta do apartamento de Jeongguk.

Havia poucas semanas que Jeongguk tinha se mudado, gastando um dinheiro exorbitante para morar naquele lugar só porque era um herdeiro milionário. Taehyung não conhecia a família de Jeongguk, segundo ele estavam todos mortos e só quem havia restado fora uns tios do qual detestava.

Taehyung tentava não tocar muito no assunto porque não gostaria de chatear o namorado visto que ele sempre parecia um pouco desconfortável com o assunto.

Abriu a porta, já que possuía a chave, e deu de cara com uma sala de estar gigante que chegava a ser maior do que muitas casas em regiões mais pobres.

Taehyung olhou ao redor, tirou os sapatos, colocou a mala e a bolsinha com o presente em cima de uma mesinha de vidro com um vaso de planta da espécie que Taehyung não sabia o nome. Caminhou a procura do namorado, dando, repentinamente, de cara com uma mulher de cabelo preto, franja curta acima dos olhos, o cabelo longo e liso escorria pelas costas cobertas por um cropped preto que também era coberto pelo casaco preto feito de pele. A calça de couro preta estava apertada em suas pernas magras, e uma bota de salto bem alto fazia com que ela parecesse mais alta do que era de verdade.

Taehyung arregalou um pouco os olhos, observando o batom bem vermelho em seus lábios e o olhar sério de quem não está surpresa ou se importando com Taehyung entrando ali.

— Olá! — Cumprimentou-a e obteve somente uma longa encarada vinda da mulher que lhe analisou dos pés à cabeça rapidamente. Ela era muito intimidante.

— JEONGGUK! AQUELE SEU HOMEM ESTÁ AQUI! — A mulher simplesmente gritou, anunciando despretensiosamente a chegada de Taehyung ao apartamento do namorado dele!

Taehyung já a encarava cheio de incredulidade.

Mas antes que conseguisse responder, ou sequer perguntar quem era ela e o que fazia ali, a voz suave de Jeongguk chegou aos ouvidos de Taehyung e logo seus olhos procuraram a figura do namorado.

— AMOR! — Jeongguk gritou, surgindo da área externa do apartamento, um sorriso grande nos lábios, um shortinho de cetim verde piscina, meias brancas nos pés, as lindas mechas rosas que tinha no cabelo, o peito malhado nu e o braço direito inteiramente tatuado.

Um colírio para os olhos.

— Oi! Eu achei que você fosse chegar mais tarde — cumprimentou Taehyung com um selar carinhoso nos lábios enquanto acariciava a bochecha bronzeada de Taehyung.

De longe, Taehyung viu um rapaz saindo de onde Jeongguk estava anteriormente. O cabelo castanho, regata preta com um jaqueta de couro preta, calça preta parecendo pertencer de um macacão cuja parte de cima estava apenas caída para trás.

Havia jóias, muitos colares de prata ao redor do pescoço dele, anéis, pulseiras de diamante, assim como também havia na garota. Os dois ostentavam muita riqueza.

— Quem são essas pessoas, Jeongguk? — Taehyung perguntou direto apesar da voz baixa, olhando nos olhos de Jeongguk, e viu o namorado abrir um bonito sorriso totalmente tranquilo.

— Ah, são dois amigos meus — Jeongguk falou suavemente, aproximando-se de Taehyung novamente, fazendo um carinho suave em uma das bochechas dele. Beijou suavemente os lábios de Taehyung outra vez, os olhos fechados enquanto apreciava o delicioso gosto daquela boca tão macia e perfeita que combina tão perfeitamente com a sua. — Eles já estavam de saída mesmo.

Taehyung levantou uma das sobrancelhas.

— Mas você não vai nos apresentar? — Perguntou confuso.

Jeongguk continuou sorrindo e então se afastou um pouquinho do namorado.

— Bom, você eles já conhecem, eu falo muito de você para eles — Jeongguk contou e sorriu todo bobo, aproximando-se dos dois amigos que estavam com a cara séria, não pareciam nada dispostos a conhecer Taehyung ou muito menos sorrir para ele. — Esses são o Hoseok e a Seulgi, amigos meus…

Taehyung franziu um pouco o cenho.

Nunca tinha ouvido falar sobre aqueles amigos. Nunca tinha escutado seus nomes antes.

Mas para eles estarem vendo Jeongguk usando aquelas roupas, significava que eram bem próximos, que Jeongguk confiava neles para expor quem era de verdade. Afinal, Taehyung sabia muito bem de todo o bloqueio e receio que Jeongguk tinha em expor que amava usar roupas femininas.

Não era sempre que usava, somente quando estava em casa ou ia para locais que sabia que não iria ser julgado, lugares que não lhe deixaria desconfortável.

E não somente aquilo, Jeongguk estava somente com um shortinho! Nada mais!

— Ah, muito prazer — Taehyung os cumprimentou e curvou-se brevemente.

Não foi retribuído e aquilo pareceu deixar Jeongguk um pouco irritado.

— Nós dois já vamos, Jeongguk! — Hoseok comentou com a mesma seriedade de sempre e passou por Jeongguk e Taehyung sem dizer mais nada.

— Você ouviu que o Taehyung cumprimentou vocês dois, não é? — Jeongguk resmungou com acidez na voz, fazendo com que os dois logo se virassem para a figura de Taehyung totalmente perdido naquele show confuso de interações. Queria gritar “o que diabos estava acontecendo?” mas temia que tudo piorasse e ficasse ainda mais confuso. — Podem, por favor, cumprimentá-lo direito? — O que antes era um resmungo ácido, se transformou em uma ordem áspera e furiosa.

Seulgi e Hoseok se entreolharam rapidamente parecendo estar conversando mentalmente e depois se curvaram para Taehyung.

— É um prazer conhecê-lo, Taehyung — os dois falaram juntos, parecendo altamente ensaiados. E logo então viraram seus olhos bonitos e sérios para o rosto de Jeongguk. — Nós já vamos — Hoseok informou antes de virar-se de costas mais uma vez, junto de Seulgi, e rumarem para a saída do local.

Jeongguk ficou em silêncio durante todo aquele momento, olhando com seriedade para a porta, parecendo estar sentindo um gigante misto de sentimentos sobre tudo o que tinha acontecido.

— Perdão por eles dois — Jeongguk começou a falar bem baixinho, lentamente voltando a encarar o rosto de Taehyung enquanto o via lhe olhar totalmente confuso. Jeongguk não queria que aquilo acontecesse.

Começou a caminhar lentamente, como um gatinho manhoso indo em direção a Taehyung, se aproximando do corpo bonito que o namorado tinha.

— Eles são boas pessoas, acredite, só são bem complicadas de se lidar em alguns momentos, e hoje não estão passando por um bom dia.

— Entendi… — Foi a única coisa que Taehyung resmungou antes de ver Jeongguk abrir um sorriso bem largo e então pular em seu colo, colocando as pernas grossas ao redor de seu corpo, os braços bem malhados em cima de seus ombros, não se importando com o próprio peso para Taehyung segurar, não estava nem aí, queria somente ficar juntinho do namorado gostoso.

— Eu te amo! — Confessou manhoso e logo começou a esfregar o rosto pelo pescoço de Taehyung. — Hmmm, você está bem cheiroso, amor — gemeu baixinho, saindo do colo de Taehyung para poder beijá-lo melhor, segurando a nuca de Taehyung enquanto sentia as mãos dele passeando por todo o seu corpo semi nu.

Jeongguk estava lindo e igualmente cheiroso.

— Eu estou suado, tive que ficar o dia inteiro na empresa da minha tia, estava quase enlouquecendo lá — Taehyung confessou quando Jeongguk largava um pouco seus lábios e seguia beijando o pescoço dele.

— Hmmm, imaginar você trabalhando de terno assim, todo sério, me excita bastante, sabia? — Comentou em provocação antes de sorrir e beijar os lábios de Taehyung mais um pouco até se afastar aos pouquinhos e descer do colo de Taehyung, deixando que o namorado visse seu corpo mais uma vez.

— Sei…

— É sério! Imaginar a gente transando em uma sala de escritório assim é uma visão que me excita demais — Jeongguk falou e ousou beijar Taehyung mais um pouquinho antes de se afastar de vez, tendo que sentir as mãos dele largando seu corpo.

Os dois sorriram um para o outro.

— Eu estava cozinhando quando eles chegaram — Jeongguk informou antes de caminhar em direção a grande e bonita cozinha. — Estava fazendo algumas lagostas porque estava cheio de vontade de comer — informou ao mesmo tempo em que acendia o fogão novamente para terminar de cozinhar.

Taehyung retirou completamente a gravata e a jogou no chão. Era sexta-feira, não queria ouvir falar em gravata até que fosse segunda-feira. Naquele momento, Taehyung queria dar toda a sua atenção unicamente para Jeongguk, para a voz dele, o corpo dele, tudo.

Taehyung entrou na cozinha já sendo agraciado com a visão de Jeongguk agora vestindo um de seus aventais de cozinha, sendo somente outra peça que deixava suas costas totalmente nuas.

Ele estava misturando alguma coisa na panela. No balcão há alguns metros de distância havia alguns maracujás cortados e uma jarra com o suco da fruta dentro.

Caminhou até Jeongguk e abraçou seu corpo, contornando os braços ao redor dele, começando a fazer uma trilha de beijos no pescoço macio, sentindo-o ficar todo arrepiado por conta daquela ação.

— Você está tão lindo assim — elogiou roucamente. — Eu amo quando você cozinha vestido assim…

Jeongguk soltou uma pequena risadinha.

— Ama porque é safado e assim pode ver meu corpo — provocou ao abrir um sorriso bonito. — Eu bem fiz um delicioso suco de maracujá pra você, eu imaginei que estaria cansado e precisava relaxar um pouco.

— É, eu vi ali no balcão — Taehyung comentou antes de beijar a bochecha de Jeongguk, passando suas mãos pelo corpo dele, chegando até o shortinho de cetim, subindo um pouco do tecido para acariciar a bunda do garoto.

Encheu a própria mão com a carne farta e apertou, sorrindo malicioso por perceber que ele estava sem calcinha.

Aquilo era tão delicioso.

Sua boca já estava se enchendo de vontade de chupá-lo inteiro.

Abaixar, puxar aquele shortinho para o lado e chupar Jeongguk com vontade, acariciando o quadril dele, as coxas cheias, a pele tão macia. Sentir ele se empinando para si somente para que a língua de Taehyung entrasse ainda mais.

— Ah! Eu não guardei? — Jeongguk quase gritou, perguntando todo preocupado. Virou-se, acabando por fazer Taehyung se afastar um pouco, e observou a jarra de suco quente em cima do balcão. — Que droga! Que merda! Deve estar totalmente quente agora, guarda pra mim no freezer, por favor, amor — apontou e pediu manhoso, formando um bico nos lábios bonitos.

Taehyung sorriu, fazendo exatamente o que foi pedido e guardou a jarra de suco.

Saiu da cozinha e foi para o quarto de Jeongguk, tirou a parte de cima de seu terno e cinto da calça e jogou os dois em cima da cama, voltando para a cozinha e lembrando-se de entregar o presente que tinha comprado.

Sentou em um dos bancos altos do cômodo, exibindo o peito nu que tinha a tatuagem do brasão de sua família nas costelas.

Conheceu Jeongguk quando foi fazer aquela mesma tatuagem.

Jeongguk era uma alma viva naquele estúdio que apesar de ser cliente, estava brincando de ser tatuador, fazendo artes no corpo de um rapaz que aceitou ser tatuado por ele. Jeongguk ria alto, todos pareciam adorá-lo demais.

Taehyung sorria sempre que se lembrava da época em que conheceu Jeongguk, um homem sempre mostrando uma dualidade gritante por estar de cara bem fechada em alguns momentos, e em outros estar sorrindo alto, totalmente de leve com a vida.

Estava sempre de calças apertadas, jaquetas de couro… Nunca poderia imaginar que aquele garoto com um pinta de badboy não passava de um garoto manhoso que tinha muito apreço por se vestir com roupas designadas para o público feminino.

Jeongguk amava usar camisolas, calcinhas, saias, meia calça… E demorou um pouco para confiar esse segredo a Taehyung. Confiar que ele não o largaria por achá-lo estranho.

Mas todos os temores de Jeongguk desapareceram quando Taehyung o beijou com vontade após saber daquele fato, pedindo para ver todas as roupas que Jeongguk tinha porque queria conhecê-lo mais. E ninguém poderia duvidar da empolgação do garoto ao abrir seu guarda roupa e revelar todas as peças que usava somente em casa, quando ninguém podia ver.

Não demorou muito para Jeongguk ficar cada vez mais animado, querendo experimentar tudo e fazer um mini desfile para Taehyung, que já se via muito fascinado em cada troca de roupa de Jeongguk e conseguia perceber a felicidade estampada no rosto dele.

E quando uma repentina excitação bateu ao testemunhar uma das visões mais lindas de sua vida; Jeongguk com uma calcinha preta fio dental, uma meia calça preta até metade de suas coxas fartas e uma blusinha curta... Foi o estopim para que Taehyung o agarrasse sem medo, beijando-o com vontade.

Nunca pensou que entenderia muito bem porque homens se vestiam daquela forma apenas por prazer, gostando daquelas roupas, e nunca pensou que se interessaria por homens que gostavam de se vestir assim.

Conhecia aquela realidade de muitos, mas tais pessoas se escondiam tanto dentro da sociedade preconceituosa que ainda viviam, que Taehyung nunca pensou que fosse conhecer alguém de fato, quanto mais se apaixonar.

E, quando parava para pensar sobre aquilo, mais Taehyung concluía que gostava de ver Jeongguk vestido assim. Não por ele se tornar feminino, delicado ou coisa parecida. Taehyung se interessava porque Jeongguk parecia sempre estar completo e bem consigo mesmo daquela forma, ficava bonito porque Jeongguk se achava extremamente lindo.

Foi um pouco complicado para Taehyung no começo, ele não entendeu tudo aquilo da noite para o dia, mas passou a compreender que havia diferença nas coisas.

Jeongguk usar calcinha em casa não era automaticamente um convite para sexo ou muito menos que ele queria seduzi-lo de alguma forma. Era basicamente a mesma coisa que ele estar usando cueca, ele estava apenas confortável daquela forma.

Houve alguns momentos que Taehyung não podia ver Jeongguk com uma meia de renda, ou calcinha vermelha que ele logo beijava o garoto com vontade. Passava a mão por todo o seu corpo e logo transavam… Jeongguk parecia não se incomodar, mas depois foi ficando amuado e Taehyung percebeu que aquilo não era realmente muito correto.

Passou a também enxergar o ponto de Jeongguk e com o tempo Taehyung não ficava mais excitado quando Jeongguk estava com alguma saia ou calcinha… Taehyung pediu desculpas por uma semana por todas as vezes em que “interpretou errado” as coisas. E passou a enxergar muito mais coisas também. Taehyung também percebeu que a manhosidade, a meiguice e toda a essência que Jeongguk exalava como uma pessoa era apenas Jeongguk sendo Jeongguk, algo nada relacionado às roupas que usava.

Taehyung agradecia muito pela sorte que tinha em ter aquele homem lindo como namorado.

— Eu trouxe um presente para você — Taehyung falou de forma calma, atraindo a atenção de Jeongguk que não perdeu tempo em logo apagar o fogo novamente e ir até o namorado com um sorriso lindo e bem ansioso no rosto.

— O que é? — Jeongguk perguntou baixo, apoiando as mãos nos ombros de Taehyung, sorrindo alegre para ele, totalmente apaixonado. Amava receber presentes de Taehyung.

Ao invés de responder, Taehyung apenas ergueu a bolsa rosa, indicando que Jeongguk o pegasse.

E Jeongguk fez isso, com um sorriso grande nos lábios e um olhar cheio de expectativa, Jeongguk abriu a bolsa e tirou de lá um pequeno embrulho dourado, rasgou sem medo, dando de cara com uma meia calça comprida rosa clara com alguns detalhes florais brancos.

— Céus, Taehyung! Ela é linda! — Jeongguk falou animado.

— E combina muito com aquela sua saia que você comprou — puxou a cintura fina do namorado. — Tinha uns modelos azuis, mas acho que esse rosa combina muito mais com você e essas novas mechas que você tem! — Taehyung admitiu apertando aquela mesma cinturinha. — E também tinha um baby-dool tão lindo, Jeongguk — sussurrou animado também, observando Jeongguk analisar cada detalhe da meia calça.

— Obrigado, obrigado mesmo! — Jeongguk sussurrou abaixando o olhar. — Obrigado, amor! — Se inclinou e beijou Taehyung.

— Gostou mesmo? — Taehyung perguntou baixinho, selando várias vezes a bochecha alheia.

— Eu adorei, amor, é sério! Ela é linda! — Jeongguk corou. — Eu não me acostumei com você me dando esses presentes assim — corou mais ainda. Era tão apaixonado.

— Vou comprar o Baby-doll na segunda-feira então — Taehyung anunciou de forma baixa. — Acredita que a atendente me perguntou se eu tinha uma foto da minha “namorada” — fez as aspas com as mãos — para dizer qual peça iria combinar mais com ela?

Jeongguk riu alto, se aproximando ainda mais de Taehyung, os dois corpos totalmente colados.

— E você disse o que para ela? — Perguntou mordendo os lábios.

— Disse que eu sabia muito bem o que combina com o meu namorado — Taehyung respondeu baixo, apertando outra vez a cintura nua que tanto amava.

Jeongguk gargalhou lindamente.

— Idiota — o beijou devagar novamente. — Você está com fome?

Taehyung formou um bico nos lábios, olhando as panelas descobertas que continham a comida cheirosa que Jeongguk estava fazendo.

— Não estou com muita não para ser sincero — admitiu. — Eu comi um pouco no trabalho.

— Comeu o que?

— Alguns bolinhos de arroz… Mas não estavam tão gostosos quanto os que você faz — levou o nariz até o pescoço cheiroso e com fracas marcas roxas que Taehyung havia feito um outro dia.

— Hm — Jeongguk arfou baixinho — bom saber que você ainda prefere o que eu faço.

Taehyung riu baixo, girando o corpo de Jeongguk e o colocou de costas para si, juntando o próprio peito com as costas dele.

Lambeu a pele de seu pescoço, sentindo-o tremer de leve.

— Sempre vou preferir tudo o que você faz, baby — sussurrou deixando a voz mais grossa que o normal.

— Bom, então como você não está com fome, eu quero fazer uma coisa com você — virou-se para Taehyung rapidamente.

Pegou a mão dele e o puxou para que os dois fossem rapidamente para a sala.

Colocou Taehyung sentado no sofá.

— O que você vai fazer? — Taehyung perguntou curioso, não conseguindo esconder o sorriso no canto dos lábios ao olhar Jeongguk que carregava uma expressão de que iria aprontar alguma coisa em breve.

— Nada — deu os ombros, mas Taehyung estava acostumado demais com o jeitinho de Jeongguk para saber que por trás daquele “nada” com certeza havia muita coisa.

Estavam namorando há quase dois anos. Taehyung o conhecia bem.

— Me diz… — Taehyung perguntou em um resmungo baixo, tentando tocar a cintura de Jeongguk que retirava o avental, mas apenas recebeu um tapa fraco antes de concluir o ato.

— Antes eu vou experimentar o presente que meu namorado muito lindo comprou para mim — Jeongguk falou com marra e jogou o avental longe, sorrindo malicioso para Taehyung.

E antes que Taehyung pudesse falar qualquer coisa, Jeongguk virou-se de costas para si, sentando em seu colo no segundo seguinte.

Rebolou de forma vagarosa, em cima do namorado que arfou baixo, não perdendo tempo em levar as duas mãos até a cintura fina, não ousando permitir que Jeongguk saísse do seu colo.

Uma das melhores coisas para Taehyung, era ter Jeongguk em cima de si, seja querendo colo, seja querendo sentar em suas pernas apenas por não ter outro local, apenas para rebolar daquele jeito ou até mesmo cavalgar na forma deliciosa como sempre fazia.

Não importando qual das alternativas seja, Taehyung amava a sensação de ter Jeongguk para si.

— Jeongguk, o que está fazendo? — Perguntou em uma arfada rouca.

— Já falei — soltou a frase em um risinho malicioso. — Eu estou vestindo o que meu namorado lindo me deu.

Jeongguk retirou o shortinho com tranquilidade e abriu a embalagem da meia calça, sentando-se mais confortavelmente no colo de Taehyung, separando as pernas e começando a passar o tecido na perna direita, vendo a meia calça começar a cobrir sua pele pálida e lisinha, e depois fez o mesmo com a outra perna, não perdendo a oportunidade de ficar rebolando em cima do pênis coberto de Taehyung que começava a endurecer.

— Ah, Jeongguk — Taehyung gemeu e jogou a cabeça para trás, sem retirar sua mão da cintura do garoto. — Você vai me matar um dia.

Jeongguk sorriu, erguendo-se um pouquinho para passar o tecido sobre as coxas fartas, e enfim vestir a peça completamente.

Sentou com força outra vez em cima do membro de Taehyung.

E Taehyung soltou um gemido rouco devido àquilo, apertando a pele do garoto.

Jeongguk mordeu o lábio com força também, a excitação o estava atingindo com força, era delicioso o contato dos dois corpos, o encaixe perfeito que tinham. Jeongguk amava Taehyung com tanta força que doía, que se via completamente rendido pelo jeito amoroso e compreensivo que ele tinha.

Se apaixonou por ele muito tempo atrás, sem Taehyung nem mesmo saber.

Jeongguk era tão apaixonado por Taehyung, e odiava mentir para ele.

Todavia, naquele momento, Jeongguk abriu um novo sorriso arteiro, rebolando um pouco mais ao jogar levemente sua cabeça para trás.

Sentiu os braços de Taehyung contornarem seu corpo, apertando-o mais, fazendo que o atrito entre os dois ficasse mais forte.

— Ah Tae — sussurrou fechando os olhos e mordendo o lábio.

Abriu um pouco mais as pernas, rebolando mais e mais em cima dele, sua bunda subindo e descendo.

As mãos grandes de Taehyung foram para suas coxas, deslizando pelo tecido suave, se xingando por parte de si querer rasgar todo aquele tecido, querer tirar tudo aquilo com brutalidade e começar uma rodada de sexo com Jeongguk.

— Vamos para a cama — sussurrou a súplica. — Por favor, Jeongguk, eu não aguento mais.

O rosto de Jeongguk virou-se para Taehyung.

— Você trabalhou tanto essa semana, não é, amor? — Sussurrou remexendo-se um pouco mais.

Aquela visão da bunda dele coberta somente pelo tecido frágil da meia calça era tão torturante. A bunda indo e vindo em cima de seu pau coberto, rebolando com uma maestria sem igual…

— Muito, trabalhei muito, meu baby, você também — levou a palma até o membro já duro de Jeongguk, ouvindo um resmungo manhoso sair de seus lábios. — Você deve ter feito tantas coisas, você é tão incrível, meu amor — sussurrou começando a passar seus lábios pelo ouvido de Jeongguk. — Deixa eu cuidar de você, deixa?

Jeongguk abriu um grande sorriso.

— Cuida de mim, amor.

E aquilo foi o que bastou para que Taehyung tirasse Jeongguk do seu colo e mantivesse os dois em pé, correndo para o quarto. Fechou a porta apesar de não ter ninguém na casa.

Jogou Jeongguk na cama, vendo seu corpo bater contra o colchão macio. Naquele momento, Taehyung queria transar de luz acesa, queria foder aquele corpo por qual era apaixonado com todas as luzes acesas, queria ver cada marca que iria fazer na pele pálida de Jeongguk.

Jeongguk sorriu para si, levantou as pernas, as abriu e ficou brincando com elas no ar para provocar Taehyung, mordendo o lábio inferior para deixar Taehyung louco de vez.

— Tenho que tirar essa sua meia nova — sussurrou se colocando no meio das pernas de Jeongguk. — Eu não quero que suje sua meia nova, amor — comentou tirando a meia de Jeongguk de forma lenta, voltando a mostrar toda a pele branquinha do garoto.

Tirou a meia calça e colocou do outro lado da cama. Taehyung tirou também sua calça e ficou ainda mais excitado com a visão de Jeongguk expelindo pré gozo. O pênis dele estava duro demais.

— É errado olhar você apenas de forma sexy, mas você me deixa tão louco, você é tão gostoso, Jeongguk — jogou a calça e cueca longe e se inclinou, colocando uma mão de cada lado da cabeça de Jeongguk, olhando nos olhos brilhantes do namorado que abriu um grande sorriso.

O cabelo cheio de mechas rosas combinava perfeitamente com ele, fazia um par lindo com os lábios macios.

— Pode olhar, amor — sussurrou aproximando sua cabeça um pouco mais da de Taehyung, deslizando suas mãos pela nuca dele, arranhando de leve a pele amorenada — mas olhe só a mim!

— Só você! — balançou a cabeça positivamente antes de começar a beijar Jeongguk com vontade. As duas bocas se chocando com intensidade, os dois querendo se engolir no meio daquele beijo pornográfico, os dois ficando ainda mais excitados com os sons que faziam, com o som dos gemidos abafados, o ondular dos dois corpos querendo que as duas ereções se pressionassem ainda mais.

Jeongguk gemeu, afastando as duas bocas.

Taehyung se afastou vendo o pênis ereto e duro do garoto completamente molhado, com a glande completamente carente de atenção.

Taehyung não perdeu tempo e logo começou a chupá-lo com vontade. Não perdeu tempo em começar descer e subir sua cabeça, chupando todo o membro do garoto, levando suas mãos para acariciar os testículos, fazendo uma massagem gostosa naquela área, ouvindo os gemidos altos seguidos por engasgos de prazer que Jeongguk soltava enquanto tremia todo o seu corpo.

Jeongguk abriu mais as pernas.

Taehyung espalmou as duas coxas, apertando-as com vontade, chegando à bunda e então a tomando para si, seus dedos se afundando na carne macia que era a bunda de Jeongguk.

— Me fode, logo amor — colocou as suas mãos nos fios de cabelo do namorado, fazendo com que ele o engolisse ainda mais. — Tão gostoso.

— Chegou a brincar hoje? — perguntou depois de alguns segundos enquanto dava diversos beijos na glande molhada demais de Jeongguk.

— Brinquei um pouquinho quando cheguei — comentou puxando Taehyung para que os dois se encarassem outra vez. Jeongguk sentou, abrindo um pouco mais as pernas enquanto observava Taehyung ficar de joelhos entre suas coxas, abrindo um pouco mais as próprias pernas e colocando as de Jeongguk acima de si.

— Me dá um travesseiro aqui — sussurrou recebendo o que pediu e ajeitou abaixo de Jeongguk, fazendo com que o garoto ficasse em uma posição mais confortável.

Os dois se beijaram outra vez, sedentos demais, apaixonados demais.

— Eu amo muito você — Jeongguk sussurrou enquanto sorria e sentia seu lábio ser mordido. Se afastou um pouco, começando a deitar de volta no colchão. — Vai com vontade, amor.

Taehyung sorriu. Queria se perguntar quando que ele não tinha metido com vontade em Jeongguk? Quando que não havia transado com vontade e desejo?

Começou a bombear com força o próprio membro, gemendo rouco com a imagem de Jeongguk abrindo ainda mais as pernas, praticamente todo entregue para si, para lhe receber.

Segurou a cintura fina rapidamente, deslizando sua mão por toda a bunda do garoto, dando um tapa estalado dos dois lados, ouvindo e vendo Jeongguk gemer ainda mais. Ajeitou a posição dos dois e começou a penetrá-lo.

Mordendo os lábios e se deliciando com a sensação de poder sentir seu membro ser esmagado por Jeongguk.

— Eu amo que você nunca deixa de ser gostoso assim — rosnou penetrando ainda mais, entrando completamente enquanto segurava as duas coxas com vontade. — É uma delícia, céus, Jeongguk.

Jeongguk apenas gemeu em resposta, jogando a cabeça para trás, contorcendo o próprio corpo enquanto agarrava os lençóis com força.

Taehyung parou, esperou que Jeongguk se acostumasse consigo apesar dele já ter afirmado que se preparou mais cedo e continuou esperando.

— Vai amor, vai — gemeu fechando os olhos, começando a se mexer rapidamente.

Taehyung apertou ainda mais seus dentes contra os seus lábios e moveu o quadril, saindo lentamente e entrando outra vez, fazendo de forma completamente calma no começo antes de ir com toda a vontade que estava.

Amava fazer sexo com Jeongguk, toda as vezes que transaram foram boas, umas bem mais que outras, mas todas boas. Os dois conseguiam se entender bem na cama, conseguiam se entender bem, conseguiam perceber como os dois corpos nutriam um pelo outro.

Aos poucos, Taehyung começou a mexer o quadril, acelerando os movimentos e gradativamente, aumentando os gemidos de ambos também.

Os dois começaram a gemer com mais força. Taehyung se inclinou um pouco mais, ajeitando sua posição para conseguir estocar com mais força, fazendo os dois corpos produzirem sons altos, denunciando o que os dois estavam fazendo.

Jeongguk gemeu praticamente gritando e se contorcendo quando Taehyung acelerou ainda mais as estocadas e continuou acertando sem muita dificuldade sua próstata.

Jeongguk gemia cada vez mais arrastado, mais sofrido, quase chorando quando uma das mãos grandes de Taehyung foi para o seu pau outra vez, o masturbando com força, apertando sua glande com vontade e deslizando sua palma por toda a sua extensão. Era gostoso, gostoso demais.

— Isso, Tae, isso — jogou o corpo para trás, arqueando as costas e gemendo mais enquanto rebolava o quadril, sentindo o pau gostoso de Taehyung sair e entrar em si, forte. Indo e vindo com força.

Jeongguk balançou os dois braços, querendo que o corpo de Taehyung se aproximasse mais. Jeongguk queria beijá-lo, queria beijá-lo com vontade.

As duas mãos aumentaram ainda mais a masturbação, não diminuindo a velocidade e intensidade no qual penetrava Jeongguk, gemendo rouco quando ele contorceu sua entrada logo após gozar, soltando um gemido alto e engasgado, tremendo todo seu corpo.

— Tae — chamou de forma manhosa demais para a sanidade de Taehyung.

E Taehyung gemeu mais alto, estocando forte, levando as duas mãos até as coxas fartas e as apertando com vontade, puxando o corpo alheio mais para si enquanto o penetrava com vontade, mais e mais até sentir Jeongguk se contorcer inteiro, gozando.

Taehyung fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, continuando a meter com força, sentindo Jeongguk inteiro ali, aberto para si, lhe recebendo de forma tão gostosa… E enfim gozou dentro do corpo de Jeongguk.

— Fomos rápidos dessa vez — Jeongguk soltou em meio a um sorriso, olhando com os olhos cansados para Taehyung que suava e se retirava de dentro de si.

— Estávamos há um tempo sem fazer — sussurrou jogando-se do lado de Jeongguk.

— Temos que comer alguma coisa, amor.

— Vamos só dormir.

Os dois sorriram cúmplices. Nenhum dos dois quis se limpar, ou limpar tudo aquilo, apenas ficaram trocando alguns carinhos enquanto aos poucos o sono os atingia.

A noite de sono completa não demorou muito.

Jeongguk acordou poucas horas depois e levantou-se rapidamente da cama, vendo como Taehyung era tão lindo enquanto dormia. Sorriu suavemente para aquela imagem e sentiu-se invadido por milhões de sentimentos carregados de medo de perdê-lo um dia.

Respirou fundo e pegou um bloquinho que tinha na escrivaninha ao lado da cama, escreveu um bilhetinho.


“Amor, precisei sair rapidinho! Se acordar e eu não estiver aqui, saiba que mesmo longe estarei pensando em você! Te amo!”


Jeongguk sorriu para a cartinha e a colocou em cima do próprio travesseiro para Taehyung conseguir encontrá-la quando acordasse.

Foi para o próprio closet, separou a roupa que iria usar e foi até o banheiro. Tomou um banho rápido, secou-se e evitou usar o secador de cabelo para não acordar Taehyung. Vestiu a calça xadrez vermelha da linha feminina de uma marca que adorava, colocou um cinto prata, um cropped preto de manga comprida, um sobretudo vermelho, suas jóias, penteou o cabelo deixando cada mecha rosinha no lugar, passou um gloss suave depois de escovar os dentes e foi para a entrada da casa, calçando a botinha preta de salto.

Colocou o óculos escuro, pegou a carteira, as chaves de casa e do carro, os três celulares que tinha e saiu de casa.

Pegou o elevador e foi direto para o estacionamento do prédio. Encontrou algumas pessoas saindo ou chegando naquele horário tão cedo, políticos conhecidos, pessoas que encaravam Jeongguk com curiosidade, vendo a forma que ele caminhava, o semblante assustador que carregava mesmo com os óculos escuros na cara.

Tirou a chave do carro do bolso, o destravou e logo sua Lamborghini vermelha apitou. Estava com calça vermelha, então iria usar o carro vermelho. Jeongguk gostava de estar combinando.

Entrou no veículo, o ligou e fez o motor roncar alto antes de acelerar e sair em alta velocidade do estacionamento, dirigindo sem medo de parar em algum radar. Facilmente o carro já atingia a velocidade de quase noventa quilômetros por hora. Virava as curvas perfeitamente, Jeongguk era um motorista excelente, nunca sofreu um arranhão.

Ultrapassou alguns sinais vermelhos e continuou aumentando a velocidade até chegar onde precisava com o som de Smack That no volume quase máximo.

Chegou em Incheon em dez minutos, coisa que geralmente levava quase meia hora.

Direcionou o carro para que entrasse dentro do grande estacionamento cujos portões já estavam abertos para si.

Deslizou o veículo pelo chão e então o parou, desligou o carro e saiu olhando para os diversos homens e mulheres parados ali, lhe esperando chegar, todos de preto, todos com tatuagens, todos com expressões sérias.

Jeongguk respirou fundo.

Em menos de um minuto, Joohyun e Yeri foram até si, abrindo duas caixas vermelhas reluzentes. Jeongguk retirou as duas armas de lá, checou se estavam carregadas e as colocou presas em sua lombar.

— Papai já está aí? — Jeongguk perguntou ao ajeitar um pouco o próprio cabelo, olhando para as duas mulheres que mais confiava ali dentro, tirando, é claro, alguns dos membros de sua família.

— Sim, está esperando pelo senhor — Yeri informou e estendeu a mão para pegar dois celulares de Jeongguk.

— Aqui — entregou os dois aparelhos para Yeri, para que ela trabalhasse em criptografar ao máximo as informações secretas que haviam ali e trabalhar melhor para impedir o rastreamento em que poderiam ser alvos.

Jeongguk entregou o terceiro celular para Joohyun.

— Se o Taehyung ligar, me fale imediatamente — ordenou.

— Sim, senhor!

Yeri se afastou um pouco, mas Joohyun continuou a acompanhar Jeongguk para dentro do prédio.

Todos se curvavam para ele.

Jeongguk rumou em direção a sala de reuniões e não demorou para ver o rosto de Hoseok e Seulgi sentados em suas perfeitas cadeiras estofadas que ficavam bem ao lado de outras quatro.

Cinco das seis cadeiras estavam ocupadas.

Todas pelos pais e irmãos de Jeongguk que lhe olhavam com atenção enquanto cruzava o salão, passando por entre várias das pessoas criminosas que a Coreia do Sul procurava. Os capangas de sua família, homens terríveis que haviam até mesmo aplicado golpes dentro do país sem que ninguém soubesse. Assassinos profissionais que nunca foram pegos.

Jeongguk passou por cada um deles com o nariz empinado. Antes de se sentar, parou de frente para os pais e os dois irmãos e tirou o sobretudo que usava, entregando-o para Joohyun que assim que pegou a peça de roupa, saiu de cena.

— Estou aqui — Jeongguk abriu os braços, olhando nos olhos de seu pai, Wootak.

Sungryung, sua mãe, lhe olhava dos pés à cabeça, provavelmente apreciando a roupa que o filho mais velho vestia.

De soslaio, olhou para Hoseok, Seulgi e Sooyoung, seus irmãos mais novos.

— Eu fiquei sabendo que foi bem deselegante com seus irm-

— Foi para isso? — Jeongguk perguntou, cortando a fala do próprio pai, o líder da maior máfia sul-coreana, na frente de todos. Ergueu uma das sobrancelhas. — Era para eu estar dormindo agora e você me chamou para falar sobre como eu falei com o Hoseok e a Seulgi?

Hoseok se colocou de pé no mesmo segundo.

— Se voltar a falar daquele jeito comigo, eu vou atirar na sua cabeça, Jeongguk! — Hoseok rosnou com raiva. — Não somos seus subordinados! Não somos obrigados a guardar seu segredo somente porque quer brincar de casinha com aquele cara!

Jeongguk soltou uma risadinha.

— Se você pensar em ser mal educado com o Taehyung de novo, ainda mais dentro da minha casa, eu vou fazer muito pior com você do que somente atirar na cabeça — ameaçou e cruzou os braços. — Vocês foram na minha casa e sabiam da possibilidade de encontrar ele, eu não quero saber se não gostam dele, vão tratá-lo com respeito!

Sooyoung sorria divertida, rindo.

Sabia bem que todas aquelas ameaças eram da boca pra fora, nenhum deles ali tinha coragem de fazer qualquer coisa contra o outro, mas era engraçado soltar ameaças daquele jeito porque era a única forma que conheciam de falar com alguém quando queriam impor respeito.

Tudo à base de ameaças sérias.

— Tá, tá — Wootak começou a balançar as mãos, revirando os olhos, sem paciência para outro bate boca entre os filhos. — Sente-se, Jeongguk! Nós temos outras coisas importantes para tratar!

Jeongguk obedeceu.

Era o primogênito. O mais velho da família e herdeiro de todo o grande império que seu pai recebeu de seu avô logo depois do fim da segunda guerra mundial.