PROMPTS MUSICAIS

Atualizado: Abr 26

Ano passado eu fiz um joguinho de "vocês escolhem uma música e eu escrevo algo bem curtinho inspirado na letra dessa música". Usei TAEKOOK e YOONMIN como base e salvei alguns dos prompts que eu fiz. Então, decidi postá-los aqui no site também!


AVISO LEGAL:

Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de difamar ou violar as imagens dos artistas.


1- LONELY VAMPIRE


Se tinha uma coisa com a qual eu estava acostumado era ser chamado de aberração. Sei que muitos humanos adoram fazer discursos sobre não se encaixar, mas sério, eles por acaso sabem o quão chato é você ter milhões de olhares em você pelo simples fato de você entrar num recinto?


Não sei porque diabos concordei em vir nessa maldita festa de fraternidade. Jimin tem sorte de eu amá-lo tanto, pois em qualquer outro cenário eu não aceitaria. Mas, aqui estou eu tentando ser descolado por uma noite por pura insistência de meu namorado.


Pelo menos ele prometeu que depois deixaria que eu o mordesse livremente. O pequeno Park estava sentado em meu colo enquanto bebericava uma cerveja, e eu me via admirando sua beleza. Jimin era definitivamente o garoto mais bonito que eu já tinha visto na vida, suas bochechas fofinhas, seus lábios cheios, os cabelos azuis, os piercings nas orelhas, as calças apertadas e as jaquetas estilosas.


Estar perto dele, falar com ele era como um raio de sol. Ao mesmo tempo que acabava comigo, me fazia sentir tão bem e vivo como nunca me senti antes. Não tenho o que reclamar, eu era um puta vampiro solitário antes de aceitar que estava gostando de um humano.


Afastando a garrafa de cerveja de sua boca, Jimin se virou para mim, sorrindo e sem pensar duas vezes, me beijou. O beijo foi doce, mas acabou por despertar algo estranho dentro de mim. Uma vontade de mordê-lo me tomou conta, e infelizmente, ele claramente notou isso, pois deixou um selinho estalado em meus lábios e expôs o pescoço branquinho e sem marcas visíveis que eu já havia mordido algumas vezes antes.


— Me morde, Yoons — sussurrou, manhoso.


Merda, eu queria dizer que não, queria gritar que não faria isso no meio daquela festa cheia de humanos, mas ele tinha controle sobre mim sem nem mesmo saber… eu não conseguiria recusar, minha cabeça falava alto.


Suspirando audivelmente, não resisti e mordi seu pescoço.



2 - CRAZY LITTLE THING CALLED LOVE


Era estranho estar parado ali em frente a ele, apenas encarando as feições angelicais de Jeongguk enquanto ele contava alguma história engraçada sobre sua infância. Eu tinha interesse em absolutamente tudo que dizia respeito ao Jeon e não me envergonhava em assumir que qualquer coisinha que ele fazia me cativava; sua capacidade de ser bom em praticamente tudo que se propunha a fazer, seu sorriso de coelhinho, as tattoos que adornavam seus braços, o cabelinho crescido sobre os olhos.


Fazia um tempo que eu já sabia a razão disso e eu estava apavorado. Eu estava apaixonado. Merda. Quando eu comecei a me sentir assim? Eu precisava me acalmar, não era nada demais, mas essa coisa… essa maldita coisinha maluca chamada amor me assustava, eu não sabia lidar com ela, eu sentia como se precisasse fugir dela. Precisava relaxar, tomar um tempo, cair fora, porém, era tão difícil fazer isso quando eu me pegava pensando nele.


Nunca me apaixonei antes, não dessa forma. Jeongguk era tão diferente, seu gosto pelo rock ‘n roll, seu jeitinho de me cativar… ele me deixava maluco. Ao mesmo tempo em que eu queria ficar perto dele o tempo todo, assim como estávamos juntos naquela cafeteria numa tarde de sábado, eu queria fugir, pegar minha motocicleta e viajar. Não me sentia pronto para lidar com o amor, esse sentimento traiçoeiro e incontrolável.


Mas, por que, de alguma forma, eu simplesmente não conseguia lembrar de nada disso quando eu olhava para ele?



3 - STUCK IN THE PUZZLE


Deitado em minha cama, refleti sobre algumas coisas.


Quando conheci Yoongi, eu estava disposto a odiá-lo. Ficar perto dele era como se ver diante de um código indecifrável e sinceramente, isso me irritava, mas havia algo nele, algo que me chamava a atenção.


Ele era tão diferente de todos. Ele era do tipo que estava acostumado a se meter em encrencas, e que não se importava com isso. Às vezes, eu sentia como se ele carregasse todo o universo nos olhos, e as vezes, eu não conseguia entender o que se passava em sua cabeça.


A verdade era que tentar compreendê-lo era como ficar preso num quebra-cabeça e eu me mantinha nessa situação o tempo todo.


Havia um magnetismo em volta de Yoongi que atraía as coisas para sua volta e eu não era exceção. Certa vez, recordei-me de um homem que ficara tão encantado com a personalidade peculiar e cativante de Yoongi quando estávamos num jantar. Irônico.


Acho que foi nesse episódio em específico que eu concluí que odiá-la era impossível. Todas as peculiaridades de sua personalidade me deixavam perdido e confuso, mas ao mesmo tempo também me atraíam até ele, porém atribuí isso ao seu magnetismo.


Nunca fui do tipo romântico que cantaria uma música sobre as estrelas para qualquer tipo de pessoa, mas era estranho se tratando de Yoongi. Eu tinha a impressão de que a presença magnética dele acabaria roubando todo o brilho de qualquer noite estrelada pela qual eu poderia cantar.


Meu celular vibrou em meu bolso e eu franzi a testa ao ver a mensagem que recebi:


Yoongi Hyung: Jimin-ah, quer ir na galeria de arte comigo amanhã? Estão fazendo uma exposição de quebra-cabeças.


Sorri. Irônico.



4 - EMPTY SPACES


Eu me sinto um grande otário a cada segundo que passa. E dificilmente isso vai mudar.


O cara com quem passei a noite se remexe ao meu lado, voltando a dormir e eu suspiro, procurando segurar a vontade de chorar. É tudo culpa minha. Eu cometi um erro grave e talvez por causa do meu ego, nunca mais verei Taehyung de novo.


Merda, eu nem mesmo fui capaz de fazê-lo me amar.


Meu peito doía com o maldito espaço vazio que ele deixou depois que eu sumi. E eu sabia que não importava o que eu fizesse, apenas Taehyung seria capaz de preencher aquele vazio.


No entanto, era mais fácil que eu passasse meus dias bebendo, pensando demais, mentindo para mim mesmo o tempo todo, afirmando que eu não sentia a falta dele, que eu não via ele em todos os lugares que eu olhava, que eu não acreditava que nós fomos feitos um para o outro, que eu não me arrependia amargamente do dia em que eu decidi sair.


Por que eu fiz isso?


Por quê?


Tomando cuidado para não acordar o estranho ao meu lado, apanhei meu celular na cômoda ao lado e sem pensar direito, disquei o número de telefone dele. No segundo toque, ele atendeu.


— Alô? — Sua voz grave falou do outro lado da linha e eu prendi a vontade de chorar. Fazia tanto tempo desde a última vez que eu o ouvi.