Memórias Omitidas C.2



Oiiii

Tudo bem? Voltei rápido? Pois é, alguns leitores me empolgaram tanto com as teorias que eu acabei escrevendo esse capítulo em uma noite só kkkkkkkk então aqui está ele!!!

Espero MUITO que gostem, não se esqueçam de votar no coraçãozinho ali no final e deixar um comentários bacana me mostrando suas teorias hihi

Obrigada mesmo <33333


XXXXXXXXXXXX



2 Anos Atrás.

2 de Setembro.


Jeongguk desligou a cafeteira bonitinha que tinham comprado a alguns meses atrás, saiu da cozinha do apartamento e então rumou em direção ao quarto que lhe pertencia.

Passou pelos diversos jornais espalhados pelo chão, passou pelos dois violinos que tinha repousados em cima do sofá, passou pelos dois pacotes de ração que tinha comprado para dar de presente no abrigo que iria naquela tarde, passou pela maleta de Taehyung, passou pelas sacolas com suas peças de roupa, passou pelas tintas, linhas, pelas lindas sacolas personalizadas onde entregava as peças feitas por si mesmo.

Passou por muito trabalho e tempo gasto que ele e o próprio marido aplicavam em coisas que amavam, e abriu a porta de correr do quarto que dividiam, viu a escuridão que estava ali dentro devido as cortinas fechadas que escondiam o sol, o ar frio que saia do ar condicionado, algumas roupas espalhadas pelo chão.

Jeongguk estava somente com uma blusa social toda aberta, uma cueca preta e um par de meias cinzas que ia até acima de seus tornozelos.

Deixou a porta aberta e correu para a cortina, abrindo-as e deixando que os raios do sol entrassem no cômodo, fazendo com que logo atingissem o rosto de Taehyung que resmungou bem insatisfeito, remexendo-se na cama.

Estava por cima do edredom, mesmo com o clima frio Taehyung não parecia senti-lo, somente uma parte da manta que também usavam cobria suas pernas.

Jeongguk riu apaixonado.

Caminhou até a cama, pulando no colchão, e segundos depois colocou uma perna de cada lado de Taehyung que ainda mantinha os olhos fechados, mas já levava as próprias mãos até as coxas expostas do marido como se fosse uma obrigação sua fazer aquilo sempre que o outro estava perto.

Jeongguk se esticou um pouco, pegando a câmera que haviam comprado juntos e estava na pequena cômoda de cabeceira, começando a tirar diversas fotos de Taehyung dormindo, sorrindo com a visão preguiçosa do moreno.

— Está na hora de acordar já — resmungou batendo mais uma foto, vendo o momento em que Taehyung abriu os olhos, sorrindo quadrado para si no segundo em que lhe encarou.

Bateu mais uma foto, e outra, e mais uma.

Deixou a câmera de lado, espalmando as duas mãos no peito amorenado, subindo e descendo pelos ralos pelos que ele tinha no peito levemente definido até o umbigo, onde os pelos tinham um pouco mais de volume, descendo mais e mais, formando uma linha atraente que levava até o membro do Kim.

Jeongguk achava-o sensual demais.

— O que aconteceu pra estar feliz assim, hun? — Taehyung perguntou preguiçoso, rouco, a voz ficando bem mais grave, apertando um pouco as duas coxas macias.

Jeongguk se inclinou para beijar a ponta do nariz dele, mas uma das mãos que estavam em sua coxa logo foi para sua nuca, lhe segurando para que não se afastassem e compartilhassem um beijo bem preguiçoso de bom dia.

E foi isso o que fizeram, moveram suas línguas suavemente uma sobre a outra, lentamente, se enroscando deliciosamente, os dois arfando bem baixinho, os olhos fechados enquanto apreciavam todo aquele maravilhoso contato bem pela manhã, como se fosse uma ótima forma de começarem seu dia.

— E precisa acontecer algo? — Jeongguk perguntou depois de alguns segundos, ainda mantendo seus próprios lábios colados com o do mais velho.

Taehyung era três anos mais velho, era maduro, responsável, divertido e fazia Jeongguk transbordar, de todos os sentimentos, ele ficava feliz, apaixonado, quente, ia ao limite com tudo que envolvia aquele que estava abaixo de si… Taehyung chegou em sua vida de repente, lhe puxando para fora do armário e fazendo-o ter coragem de viver uma vida maravilhosa, como sempre desejou secretamente.

Era um homem educado, gentil demais, prestativo, másculo, com uma pegada que derretia o outro completamente… Jeongguk se via sempre perdido quando ele estava perto, suas pernas bambas e o coração quente.

Continuou passando as mãos pelo peitoral dele, deslizando a ponta dos dedos pelos mamilo, sentindo os pelinhos ali, sentindo a costela, o tronco firme, um pouquinho gelado devido ao clima do ar, a carne macia.

— Não sei, precisa?

Jeongguk soltou uma risada, mordendo e puxando um pouco o lábio inferior dele, soltando e indo morder seu queixo, os pelinhos crescendo ali também...

— Bom, o sexo ontem foi uma delícia, eu dormi bem, acordei sabendo que tenho vários pedidos no meu site e uma mensagem da diretora do abrigo Ming me falando que três cachorros com mais de cinco anos foram adotados — mordeu o queixo alheio novamente — tenho muito motivo para estar feliz.

Taehyung sorriu também, pegando uma das mechas de Jeongguk e colocando atrás da orelha, o cabelo azul estava começando a desbotar, e Taehyung ainda nem tinha se acostumado com aquele tom no garoto. Ele chegou em casa daquele jeito tão repentinamente semanas atrás, foi uma surpresa.

— Sim, são muitos motivos para estar feliz — beijou os lábios pequenos, fazendo força para se sentar também, abraçando o corpo de Jeongguk com os dois braços, contornando-o com força, puxando-o completamente para si, o cheiro do hidratante que ele passava antes de dormir ainda era bem presente.

Voltaram a se beijar mais um pouquinho, os olhos sempre ficando pesados durante aqueles momentos, os dois corpos se encaixando quase que perfeitamente. Era maravilhoso, Jeongguk empinava somente um pouco o quadril, e Taehyung já sabia que deveria aprofundar ainda mais o beijo, que deveria levar uma de suas mãos até a bundinha bonita, apertando-a um pouco somente, e depois contornando os braços ao redor daquele corpo com menos melanina.

Tudo pra Jeongguk suspirar e tremer um pouquinho.

— Eu sei, por isso estou — selou a boca de Taehyung outra vez, um, dois, três, quatro selinhos enquanto sentia os braços alheios se apertando ao seu redor, como se estivessem lhe tomando possessivamente — agora vem, eu fiz seu café já.

— Você odeia mexer com café — Taehyung resmungou soltando o corpo alheio, o vendo sair de cima de si e ir se levantando da cama também, caminhando até o controle do ar, desligando-o.

— Pois é, mas pra você ver como estou feliz, eu até fiz um delicioso café pra você beber e ficar com aquele bafo ruinzinho — falou todo doce, o sorriso não abandonando seu rosto.

— Besta, você nem se importa com isso… — Revirou os olhos e Jeongguk sorriu travesso, mostrando a língua.

Taehyung também se levantou.

Estava somente com um short bem folgado que chegava somente até acima de suas coxas cheias, cujo uma delas continha uma tatuagem de um dedo médio.

Foram em direção a cozinha, Taehyung abraçando Jeongguk por trás, o apertando com força, afundando seu rosto naquele pescoço cheirosinho demais, ouvindo-o arfar e se arrepiar por todo o caminho.

— Estava pensando em hoje a gente jantar fora, o que você acha? — Jeongguk falou baixinho, abrindo o armário quando Taehyung se afastou para se sentar no balcão da cozinha, as pernas abertas, o short subindo um pouco, cobrindo só as nádegas e seu membro desacordado.

Jeongguk pegou a caneca do marido, encheu de café com aquele cheiro horrível, colocou duas colheres de açúcar e entregou para Taehyung que agradeceu com um sorriso bonito e uma piscadinha safada.

Foi até o pote de biscoitos caseiros que tinha feito e pegou alguns, voltando até Taehyung para se colocar de pé entre as pernas abertas dele, beijando um dos peitos, dando dois selinhos antes de morder o biscoito.

Estava preguiçoso também, e sempre ficava mais carente pela manhã, gostando de ficar compartilhando aqueles tipos de beijinhos, aqueles carinhos, ficar somente juntinho do Kim antes de terem que sair para cumprirem com suas obrigações.

— Jantar onde?

Jeongguk fez biquinho.

— Não sei, você podia me surpreender — comentou com um resmungo e Taehyung soltou uma risada.

— Te surpreender? Mas você que veio com esse assunto de jantar fora, Jeongguk — tomou uma golada do café — sem contar que é impossível esconder algo de você, todas as surpresas que eu planejei pra gente você descobriu.

— Mesmo assim, — levou um dos dedos até o mamilo alheio, marronzinho, o acariciando devagar, subindo um pouquinho, deslizando para o lado, sentindo os pelinhos, amava tanto arranhar aquela parte enquanto cavalgava. — Você podia ver um lugar legal.

— Gosta de comida indiana?

— Gosto de comida nacional.

— Aish — revirou os olhos — você é fresco demais — resmungou tomando outra golada — e ainda diz que quer ir pra Itália, vai morrer de fome lá.

— Claro que não, eu amo pizza.

Taehyung soltou uma risada rouca, terminando toda a bebida, colocando a caneca ao seu lado no balcão, roubando um dos biscoitos de Jeongguk depois de dar um beijinho no nariz dele. Sempre amava vê-lo mais manhoso pela manhã assim, apreciava demais viver todos os seus dias com ele.

— Não existe só pizza na Itália, Jeongguk.

— Mas eu posso só comer pizza na Itália — Sorriu arteiro e foi sendo afastado, somente para que Taehyung saísse do balcão, pulasse no chão e continuasse olhando incrédulo para Jeongguk — e não me olhe assim, você também amaria comer pizza todo dia, — levou a mão para a barriga um pouquinho avantajada de Taehyung — isso aqui não é só de cerveja não.

— Não?

— Não! É essas besteiras que você come também! — Retrucou fazendo biquinho antes de ser pego no colo, sendo posto de cabeça para baixo, Taehyung lhe segurando no ombro ao andar em direção ao quarto dos dois — TAEHYUNG! Meu Deus! Você está maluco!

Os dois começaram a rir alto.

— Estranho, porque eu ando só comendo você, amor — Taehyung provocou dando um tapa na bundinha bonita virada para o alto, e também recebendo alguns tapas nas costas, e aquela altura, Jeongguk já tinha soltado os biscoitos que estava segurando devido ao susto que tomou, deixando-os caídos no chão da cozinha.

Foi jogado na cama do quarto, olhando surpreso e já animado para o marido.

— Está dizendo que eu sou uma besteira?

— Isso é você quem diz, pelo o que eu saiba, só como coisas gostosas — brincou e foi subindo em cima do de fios azuis, vendo seus olhos lindos e redondinhos — e você é a maior delas.

— Sou? — Levou as mãos até a nuca do Kim, o apertando um pouco por debaixo do mullet, mordendo o lábio inferior alheio, abrindo as pernas para que Taehyung se encaixasse entre elas.

— Claro que é… E eu te quero de café da manhã hoje — falou ainda mais rouco, afundando o próprio rosto no pescoço de Jeongguk, começando a beijá-lo com vontade, um beijo pornográfico de língua sendo dado em seu pescoço, na epiderme bem sensível daquela região.

— Ah — contorceu-se um pouco, fechando os olhos e cravando as unhas nas costas do Kim — Tae, amor, não podemos demorar, t-temos coisa pra... Ah… — Contorceu-se mais, arqueando as costas quando uma das mãos de Taehyung entrou na cueca que Jeongguk usava. — Isso, isso…

Taehyung sorriu, começando a masturbá-lo com vontade, sentindo-o se tremer todo, os dois corpos começando a se enroscar mais ainda sobre aquela cama.

— O que estava dizendo sobre demora, hein amor? — O olhou nos olhos, sorrindo provocativo demais e Jeongguk estava prestes a desfalecer.

— Idiota — resmungou — vai logo — puxou o rosto do marido para perto, começando um beijo quente e quase desesperado.

[...]


Dois Anos Atrás.

10 de Setembro.

Jeongguk ajeitou as próprias botas militares pretas antes de sair da livraria, o cachecol amarelo vivo bem comprido fazia um contorno ao redor do seu pescoço e ainda assim as duas pontas quase chegavam ao chão.

Estava com uma calça jeans bem folgadinha, um gorro, cachecol, uma blusa de manga comprida branca, e uma jaqueta jeans bem surrada.

Segurava a bolsa com três livros novos e mais um saco de ração que tinha comprado. Terminou de ajeitar a bota e andou bem apressado por aquela rua, virando a esquina onde já viu Taehyung lhe esperando em cima da moto estacionada próxima de uma padaria.

Se aproximou dele e já foi colocando as bolsas em cima do colo do mais velho.

— Você nem vai acreditar em quem eu vi lá na livraria — comentou empolgado, selando rapidamente os lábios de Taehyung — a Jihyo! Ela fez algumas mechas verdes, meu deus você tem que ver, ela está linda — sorriu animado demais, pegando a carteira do bolso da própria calça — mas peraí que eu vou ali comprar pão e alguns doces porque hoje eu estou inspirado — falou todo acelerado, somente ganhando os olhos de Taehyung todo apaixonado, vendo o marido se afastar correndo levemente desajeitado até a padaria.

Entrou e foi logo na parte dos doces, apontando para vários com um sorriso todo empolgadinho, sorrindo para atendente antes de se debruçar sobre o balcão e começar a rir mais, engatando em uma conversa que sempre iria demorar…

Taehyung conhecia Jeongguk.

A mensagem de “estou saindo da livraria” era pura balela porque Taehyung teve que esperar quase quinze minutos ainda até que ele de fato saísse de lá, tudo porque deve ter encontrado a Jihyo e começaram a conversar, e era a mesma coisa naquela padaria, Jeongguk era doce, sociável e amável demais.

Ele conversava feliz com todos, mesmo que nem sempre tivesse sido assim, mas agora ele conversava sem medo de receber julgamento algum

Sem medo de ser criticado por estar usando cachecol mesmo que nem estivesse um real frio ali.

Jeongguk agora fazia e dizia o que pensava sem medo.

Nisso, ficou minutos ali, conversando, comprando doces porque certamente iria virar a noite costurando roupas e desenhando novos modelos... E então, ele saiu de lá, com mais bolsas ainda, subindo na garupa da moto ainda empolgadinho.

— Você sabia que o sobrenome daquela atendente ali também é Jeon? Ela é um amor, podíamos comprar nessa padaria mais vezes — comentou tentando se ajeitar com as bolsas que levava, colocando o capacete na cabeça.

— Tem outras três padarias perto de casa, e todas são mais próximas.