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Memórias Omitidas C.11


Oiiii tudo bem??

Como vocês estão?

Finalmente o capítulo 11 chegou né?

Espero que vocês gostem desse capítulo e entendam o que eu quis passar com cada palavrinha aqui escrita <3

Quero muuuuito agradecer a todos vocês por todo o apoio e suporte que me dão aqui na Starmoon, eu amo muuuito vocês, amo demaaais <3

Não se esqueçam de votar e comentar no capítulo, isso ajuda demais com o site e a incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo também <3

Até o próximo galera <3



Jeongguk quase caiu completamente para trás assim que o corpo de Jimin e Yoongi se chocaram contra o seu em um abraço bem apertado.

Teve uma vontade gigante de sair correndo, e sabia que caso os dois rapazes não tivessem chegado a tocá-lo, Jeongguk certamente iria recuar alguns passos ao vê-los se aproximando.

Mas eles foram mais rápidos do que qualquer pensamento de Jeongguk.

Eles abraçaram o garoto com força, sufocando-o em seus braços e muitos sentimentos carregados de dor, tristeza e muita saudade. Cada mínima ação e lufada de ar dos dois demonstrava tudo aquilo.

O ato iria continuar, por sabe-se lá quantos minutos mais, porém Taehyung o interrompeu, segurou os dois rapazes e os afastou calmamente de Jeongguk, ficando entre os três, olhando preocupado para o seu lindo marido que nem mesmo se lembrava do casamento deles, de cada jura de amor dita entre os dois a cada dia, seja ao acordar ou antes de ir dormir, cada toque tão intenso entre eles.

Tudo era muito real para Taehyung, ainda estava na validade e lutaria por isso mesmo que Jeongguk não se lembrasse de absolutamente nada. Todavia, tinha paciência de que um dia as coisas voltariam a ser do jeito que eram.

Taehyung olhou atentamente em direção a Jeongguk, observando os olhos apavorados dele. Eles estavam pedindo socorro de uma forma que destruiu completamente o coração de Taehyung.

— Calma gente, esperem aí — Taehyung falou apressado, olhando para Yoongi e Jimin que agora mantinham suas expressões entristecidas também. — Ele não se lembra de vocês, vocês não podem chegar assim em cima dele!

— Nós estamos com saudade, Taehyung — Yoongi resmungou entristecido. Jimin já tinha os olhos cheios de lágrimas. — Ele é nosso amigo!

— Mas Jeongguk não se lembra de nada, gente, vocês não podem forçá-lo assim, é sério, isso só vai fazê-lo ficar mais assustado ainda! E fazê-lo ficar assim só piora tudo, tem que ser aos poucos, devagar para que ele os conheça e talvez até se lembre de alguma coisa — Taehyung continuou insistindo em explicar e orientar os amigos sobre como lidar com tal situação, sentindo seu próprio coração se apertar ao dizer tais coisas, ao refletir novamente naquele dia sobre a situação de vida que estava lidando.

Era terrível.

E mesmo que fosse altamente horrível para si em particular ter seu marido todos os dias ao seu lado, mas sem saber se lembrar de si, Taehyung tinha plena consciência de que era muito pior para Jeongguk que estava com anos apagados de sua mente, estava convivendo em uma casa que não conhecia ao lado de um homem que não conhecia também, que desejava tocá-lo, beijá-lo, possuí-lo, mas que não conhecia.

Era, bem no mínimo, extremamente assustador.

Jimin limpou as próprias bochechas cheias de lágrimas escorrendo e então balançou sua cabeça positivamente, compreendendo perfeitamente o que Taehyung estava querendo dizer.

— Tudo bem, eu realmente entendo isso, Tae — Jimin comentou baixinho, aproximando-se um pouco mais de Taehyung para abraçá-lo calmamente e muito breve. Logo se afastou e colocou-se um pouco à frente de Jeongguk.

E ao mesmo tempo, o próprio Jeongguk estava sentindo-se perdido, sufocado demais com toda aquela interação repentina na sua frente.

Jeongguk não sabia exatamente como estava se sentindo com o fato do tal Jimin ter abraçado Taehyung, mas sabia que não se incomodou com o contato entre eles. Parecia ser diferente de quando foi Seokjin que havia abraçado-o. Não sentiu ciúmes, nem mesmo uma pequena pitadinha, estava tranquilo, somente entristecido por estar diante daquela situação.

Olhou para o rosto de Jimin e Yoongi, focando-se nas expressões que eles faziam, como pareciam tristes demais.

— Olha, Jeongguk — Jimin começou a falar baixinho, inseguro também enquanto olhava nos olhos redondinhos e bem bonitos de Jeongguk. — Eu sei que não se lembra quem sou eu, mas eu sinto muita, muita saudade de você. Você era, e acredito que vai voltar a ser, um grande amigo que eu sinto muita, muita saudade, Jeongguk.

O próprio Jeongguk engoliu em seco.

— Desculpa por-

— Não, não tem que se desculpar por nada — Jimin continuou falando choroso, pressionando os lábios um no outro. Olhou para Yoongi.

— Está tudo bem, Jeongguk… Você não tem que se desculpar por nada, saiba disso! — Yoongi prontificou-se a falar rapidamente, também com lágrimas nos olhos.

Jeongguk engoliu em seco outra vez.

— Não precisam ficar assim — foi a primeira coisa que Jeongguk falou, foi bem suave e carregado de muita timidez, mas ainda assim ele disse alguma coisa, e até mesmo Taehyung o olhou bem surpreso, arregalando um pouco seus olhos. — Eu posso entender os sentimentos que vocês podem estar sentindo.

Yoongi apertou a mão de Jimin no mesmo momento e Jimin o olhou cheio de esperança.

Taehyung tentou esconder o grande sorriso que queria mostrar, mas quase não se conteve, seus lábios criaram vida própria e rapidamente estavam curvados, sorrindo feliz por aquela ação de Jeongguk.

— B-bom… se vocês quiserem… podem ir para nossa casa — Jeongguk falou com um impulso de coragem e desejo de fazer pelo menos as coisas ficarem um pouco menos dolorosas para todos.

Não era sua culpa eles estarem se sentindo assim, havia sofrido um acidente e quem mais estava tendo que lidar com o problema era Jeongguk, que além do coma, perdeu parte de suas memórias, sua vida, emprego, família e amigos… Ele compreendia que para eles também deveria ser muito doloroso, assim como estava sendo para Taehyung também.

Mas era complicado.

Dividia a casa com um homem que o amava e estava fazendo de tudo para o seu bem, para que ficasse bem, feliz…

Taehyung estava se esforçando tanto, sendo tão absurdamente forte que Jeongguk sabia que não teria aquela mesma força para lidar com a situação caso fosse ele no lugar do Kim.

Taehyung merecia que Jeongguk engolisse um pouco de seu próprio desconforto para poder entregar a ele algumas horas de simplicidade com os amigos, com pessoas que ele amava e que, mesmo não os conhecendo, estavam dispostos a serem gentis com Jeongguk.

Estavam preocupados também.

E em algum momento, Jeongguk sabia que deveria dar aquele passo, deveria se abrir e aceitar conhecer aquela gente que fez parte de sua vida.

Precisava fazer por si, por aqueles estranhos e por Taehyung também.

— Você tem certeza? — Taehyung logo perguntou, preocupado demais, como sempre, os olhos transbordando carinho e gentileza. Querendo ter certeza de que Jeongguk não estava se forçando a algo como aquilo apenas para agradar as pessoas à sua volta.

E ele realmente estava.

Mas Taehyung não precisava saber e ficar se preocupando ainda mais.

Deveria relaxar e ter um momento bom, Jeongguk, de todo o coração, queria entregar isso para ele.

— Sim, eu tenho sim — sorriu confiante para Taehyung, segurando sua mão sutilmente e então balançou a cabeça positivamente antes de soltar a mão alheia, tímido pelo contato na frente de estranhos.

— Tudo bem então — Taehyung falou calmo e então olhou para Yoongi e Jimin. — Vamos? Ou vocês estavam ocupados?

— Não, não estávamos! — Pelo tom no qual Yoongi falou, deixou claro que mesmo que os dois estivessem ocupados realmente, não iriam dizer. Não iriam perder aquela chance de poder ter um pouco mais de contato com Jeongguk.

Todos os quatro caminharam em direção ao apartamento de Jeongguk e Taehyung. Os três conversavam entre si, Taehyung fazia algumas perguntas, Yoongi e Jimin respondiam com empolgação evidente, somente Jeongguk continuava em silêncio, ouvindo sem prestar muita atenção, concentrando-se unicamente em dar um passo de cada vez, focando-se nos próprios pés moverem-se.

Jeongguk sentiu como se uma aura forte estivesse saindo de dentro de si, saindo mais e mais até servir como uma capa que cobria todo o seu corpo, deixando-o distante do mundo, das conversas alheias ao redor, dos passos que os outros davam também.

Tudo estava distante.

Nada entrava.

Era sufocante, mas tão reconfortante.

A gigante dualidade da solidão.

Você sente-se só mesmo quando está com pessoas ao redor.

Estava no escuro porque ninguém te via, ninguém te escutava, e sua voz torna-se mais uma sombra que some na escuridão.

Se Jeongguk chorasse naquele momento, iriam perceber?

Taehyung iria, é claro que iria, os olhos dele não desviavam de Jeongguk mesmo que estivesse afundado em um diálogo que parecia engraçado junto de Jimin e Yoongi.

O que Jeongguk deveria sentir com relação a ele?

O que seria menos injusto?

Estavam de frente para o apartamento, Taehyung abriu a porta, permitiu que Jeongguk entrasse primeiro. Yoongi e Jimin entraram logo depois, todos tirando seus sapatos, parecendo confortáveis na casa, como se já a tivessem frequentado há muito tempo, bem diferente de Jeongguk que ainda sentia-se um pouco estranho e levemente deslocado por entre aquelas quatro paredes, principalmente no meio da noite, quando a solidão parecia um pouco maior.

Era triste? Não sabia dizer.

Mas enquanto caminhava por aquele chão, enquanto Jeongguk caminhava por entre aquelas paredes, ele pensava sobre o sofá que não conhecia, os porta retratos posicionados de uma forma que ele não conhecia, ele olhava para a geladeira e não sabia a origem dela, ele olhava para o fogão, para as cortinas que cobriam as janelas, ele olhava até mesmo para a cor das paredes e se perguntava sempre de onde tudo aquilo havia vindo.

Qual a origem de tudo.

Quem foi que escolheu?

Quem foi que achou que toda aquela combinação era boa?

Quem determinou a posição de tudo?

Foi Taehyung ou aquele Jeongguk que nunca chegou a conhecer?

Ver como duas pessoas estranhas para si não pareciam sentir o mesmo ao entrar em uma casa que não moravam lhe fazia realmente pensar sobre isso.

Fazer aquele sentimento tão conflituoso e estranho aumentar de forma avassaladora.

Tudo ali estava avassalador.

Tudo não parava de não fazer sentido.

Palavras escritas em um texto confuso, que não saem da garganta de Jeongguk, mas que de alguma forma vagavam ao redor de sua cabeça, lhe deixando zonzo sobre como ele deveria selecionar cada uma daquelas palavras, aqueles diversos conjuntos de letras e então formar suas frases.

Francamente.

Ele deveria dizer alguma coisa naquele momento?

Deveria dizer “Bem-vindos a minha casa” para aqueles estranhos? Aquilo seria o certo?

Ou Jeongguk deveria continuar apenas em silêncio? Deveria somente ficar no canto, como um gato assustado que opta por ignorar visitas, deixando-as seguir suas vidas sem que falasse nada?

Era estranho.

Ele que havia feito o convite, com toda certeza deveria dizer algo.

Taehyung também poderia, ele poderia perceber mais daquele sufocamento de Jeongguk e oferecer um copo de água para aquelas visitas, mas por que ele não fazia aquilo?

Mais sentimentos confusos e avassaladores.

Um estranho dentro da própria casa cujas visitas estão totalmente confortáveis.

Um estranho que não sabe recepcionar desconhecidos para o qual ele mesmo fez os convites.

Rostos de que não se lembrava.

Era a porra de uma situação foda pra caralho.

— Jeongguk?! — Taehyung quase gritou, chamando atenção do rapaz que virou-se rapidamente para ele, encarando-o confuso enquanto os olhos estavam perdidos, o cabelo ainda balançando-se junto ao movimento de sua cabeça, cada fios se movendo de forma graciosa.

— O quê? — Jeongguk perguntou confuso e curioso, entendendo que aquela não deveria ter sido a primeira vez que Taehyung tentou chamar sua atenção, mas fora ignorado em todas as outras, o que o levou a ficar preocupado.

— Você… — Ele começou, mas não terminou, optou por encerrar a frase, se aproximar de Jeongguk e então voltar a falar, mais baixinho. — Você está bem? Está parado aí há vários minutos, parece que vai chorar!

Jeongguk começou a tremer, enxergando toda a preocupação ali nos olhos de Taehyung, uma preocupação tão palpável, tão presente e viva.

Parecia tão impossível que algo como aquilo existisse.

Era uma mentira.

Uma grande mentira que habita os livros de romance mais fantasiosos do mundo.

Amor…

Um amor daquele jeito era impossível de existir.

Amor tão vívido e devoto não existia.

E se existisse mesmo, por que raios Taehyung sentia aquilo por ele?

O que o tornava especial para merecer aquilo?

— E-eu acho que não aguento mais isso — foi a única coisa que conseguiu dizer, sufocado em alguma coisa indescritível, entalado com mil confusões e choros na garganta.

Lágrimas prontas para sair.

Seus pés se preparando para correr.

Correr do que?

Chorar por que?

Queria voltar ao coma… Egoísta e idiota ao ponto de desejar aquilo, adormecer e não sentir mais nada, não ter mais que lidar com as dores da vida, com as interações da qual não poderia fugir…

Que tipo de pessoa se tornou?

O que aquele acidente fez consigo?

Por que raios as lágrimas não escorriam logo?

— Isso o que, Jeongguk? — Taehyung perguntou baixinho, tentando entender o que poderia ter acontecido, o que havia mudado de alguns minutos para o outro? O que estava se passando na cabeça de Jeongguk para que todo o brilho saísse de seus olhos? — Venha aqui, rapidinho — segurou as duas mãos dele, começando a guiá-lo em direção ao quarto dos dois. — Nos deem licença, por favor — Taehyung pediu a Yoongi e Jimin que olhavam confusos para a cena, mas nada disseram.

Jeongguk também foi outro que não disse absolutamente nada.

Os dois entraram no quarto, Taehyung colocou Jeongguk sentado na cama, ligou o ar-condicionado e então se abaixou na frente dele, tocando em suas mãos, olhando-o nos olhos, mais uma vez com toda aquela devoção no olhar.

— Me diga o que aconteceu… — Pediu de forma baixa, preocupado.

O que deveria responder?

— Confie em mim, eu posso ajudar você — Taehyung insistiu, apertando um pouquinho mais as mãos dele.

Jeongguk fechou os olhos, por alguns segundos permitiu-se ser idiota e desejar não estar mais naquele quarto, não estar mais na presença de Taehyung, não ter acordado do acidente que sofreu.

Mas quando Jeongguk abriu os olhos, ele fez outra coisa que poderia ser totalmente idiota também.

Com as lágrimas finalmente escorrendo por seu rosto

E mesmo sentindo que havia prometido não fazer mais aquilo enquanto chorava.

Ainda assim Jeongguk beijou Taehyung.



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Se você chegou até aqui, muuuito obrigada <3

E aí, o que acharam? Imaginaram que o beijinho deles fosse sair assim? Qual vocês acham que será a reação do Taehyung?

Até gentee!





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