Memórias Omitidas - Prólogo

Atualizado: Mai 17



SINOPSE: No dia 6 de abril, Jeon Jeongguk foi empurrado nas escadas de seu prédio.

Dia 5 de junho, ele acorda pensando que sofreu um acidente, mas desperta sem se lembrar de absolutamente nada devido o trauma na cabeça. Jeongguk não lembra quem são seus amigos ou seus inimigos. Não se lembra de quem é Taehyung, aquele que diz ser seu marido.

E Jeongguk não lembra que estava com alguém dia 6 de abril, convivendo com a pessoa que o empurrou até ser atormentado por curtíssimos flashes de memória...


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Oiiii, tudo bem?

Sim, comecei com esse plot do nada que surgiu na minha mente e aqui está o prólogo dele já que eu amei ir criando todo o desenvolvimento dele na minha cabeça kkkkkkkk

Espero que vocês gostem tanto quanto eu!


A história terá um angst, romance, mistério, é yaoi, pra +18, e um dos personagens é culpado por ter empurrado Jeongguk escadaria abaixo...

Será que vocês descobrem quem foi?


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Prólogo


6 de Abril de 2021.


Era metade da primavera ainda, mas isso não impediu que Jeongguk sentisse seu corpo profundamente aquecido devido aos absurdos que estava ouvindo.

— Chega! Isso é ridículo! Eu não acredito que você fez isso! — Jeongguk gritou enfurecido, pisando forte, falando alto — sai de perto de mim! Nunca mais chegue perto de mim! — Continuou gritando, indo até o elevador do prédio, querendo desesperadamente sair dali, foi apertando várias vezes o botão e nada.

Bufou ainda mais irritado e caminhou até a escadaria, abrindo a porta e começando a descer apressadamente os degraus para ir em um dos apartamentos de algum amigo que morava ali. Precisava esfriar a cabeça, precisava soltar aquilo e pensar no que fazer.

— Jeongguk! — A pessoa continuou chamando, indo até o garoto, descendo os degraus também. — Você é um idiota! É só esquecer isso!

— Esquecer isso? Esquecer isso? — Olhou enojado, vendo a pessoa usar aquela jaqueta jeans que ele próprio havia dado de presente — eu vou é dizer para todo mundo o que você acabou de fazer! — Cuspiu as palavras e voltou a descer as escadas, não imaginando que aquelas duas mãos iriam empurrar com força suas costas, fazendo com que o garoto perdesse completamente o equilíbrio, rolando todos aqueles degraus.

Batendo a cabeça com força diversas vezes até parar, já com sangue começando a escorrer abaixo do seu corpo.

A pessoa olhou e saiu, se afogando em preocupação com o que aquilo poderia resultar para si.



5 de Junho de 2021.


Jeongguk abriu os olhos lentamente, fechando-os no mesmo segundo por conta da absurda claridade que invadiu seus olhos, fazendo com que sentisse uma dor horrível

Gemeu baixinho e desconfortável por conta daquilo, tentando se mexer um pouco, mas sentiu ainda mais dor, sentindo a superfície nem tão macia de onde estava deitado.

Tentou abrir os olhos novamente, sentindo como se fosse impossível não sentir ainda mais dor com aquela ação, sentindo-se obrigado a fechar os olhos novamente.

— Hey, hey, calma, calma, — uma voz rouca começou a falar do seu lado, e logo Jeongguk sentiu dedos acariciando seu cabelo, lhe forçando a abrir os olhos novamente, sentindo a cabeça doer, todo o seu corpo na verdade, mas o que mais lhe assustou foi a visão de um homem que jamais tinha visto ali, todo perto de si.

Tentou recuar, resmungando preocupado.

— Calma, Jeongguk — o desconhecido falou lentamente, ainda lhe olhando nos olhos, olhou em volta, observando mais alguns rostos desconhecidos no quarto onde estava.

Quarto de um hospital.

Alguma coisa tinha acontecido.

Mas não conseguia pensar no que.

E todos à sua volta não vestiam roupas de médicos, eram tudo desconhecidos lhe encarando.

— O-o que-

— Calma, meu amor, está tudo bem, eu estou aqui — o desconhecido que estava mais próximo falou de forma calma, segurando sua mão com carinho, lhe olhando bem nos olhos, e Jeongguk estava ficando desconfortável demais, querendo soltar sua mão da dele, mandá-lo sair.

No meio daquele sufocamento estranho, viu a imagem de seus pais, completamente chorosos, entrando naquele quarto e vindo em sua direção com pressa, sua mãe quase se deitando em cima de seu corpo coberto por aquela manta de hospital.

— Oh meu amor, meu anjo lindo, que bom que você acordou — dizia entre as lágrimas, tremendo muito — eu estava com tanto medo de te perder, tanto medo, meu amor, — chorava mais, sendo acalentada pelo próprio marido.

— O que aconteceu? — Perguntou fraco, nem reconhecendo sua própria voz assim que soltou a pergunta.

Seu pai se aproximou um pouquinho, os olhos cansados, uma expressão de esgotamento se fazendo presente, e logo a mão firme e sempre áspera dele tocaram em seu rosto, em seu cabelo.

— Você sofreu um acidente, Jeongguk — explicou seriamente, lhe olhando nos olhos — você foi encontrado inconsciente nas escadarias do prédio onde você mora — continuou explicando e a mente de Jeongguk se forçou a recordar-se daquilo. Daquele momento em que sofreu tal acidente.

Nada.

Não vinha absolutamente nada em sua mente.

— Chamaram a ambulância, mas você foi encontrado muito tempo depois da queda, os médicos acabaram te induzindo ao coma porque estavam com medo de perder você — as lágrimas começaram a brotar nos olhos de Jeon Yejoon, e somente o horror ficou nos olhos de Jeongguk — mas você acordou, você está aqui agora, vivo.

— Ah meu amor — sua mãe voltou a chorar, afundando o rosto no peito de Jeongguk, apertando parte da manta hospitalar que cobria seu filho.

Jeongguk olhou ao redor, ainda chocado, mas tentando reconhecer aquelas pessoas.

Nada.

Tentava se lembrar daquele tal acidente.

Nada.

Prédio onde morava?

Até onde se lembrava, Jeongguk ainda morava com os pais, estava há um bom tempo juntando dinheiro para morar sozinho, mas ainda não tinha realizado aquilo de fato, era um plano futuro seu que pretendia realizar somente dali alguns meses.

— E… — Olhou para o desconhecido que havia falado consigo primeiro, era bonito, com os olhos avermelhados denunciando certo choro, olheiras fundas, corpo magro, cabelo preto cheio, mas que parecia oleoso, como se não tivesse recebido uma boa lavagem a alguns dias. — Quem é ele? Por que estava aqui?

Direcionou os olhos para seu pai, não vendo a surpresa e a preocupação pintar nos olhos daquele mesmo estranho.

Seu pai franziu o cenho, olhando para o outro rapaz e depois para seu filho, parecia bem confuso.

Todos na sala estavam em silêncio absoluto. Haviam seis pessoas ali, seus pais, aquele estranho mais próximo e outros três estranhos de pé, todos com expressões cansadas e preocupadas.

— Você não se lembra do Taehyung, Jeongguk? — Seu pai perguntou baixinho, e logo a mãe do garoto levantou o olhar também, ficando preocupada, analisando o rostinho de seu filho lindo.

Jeongguk balançou a cabeça negativamente, mirando novamente o estranho que já tinha lágrimas nos olhos. Muitas lágrimas.

Sentiu pena, mas também estava com medo.

Deveria realmente conhecê-lo? Deveria saber quem ele era?

Taehyung? Não se lembrava de conhecer alguém com esse nome, de ser próximo de alguém chamado Taehyung.

— Meu amor — sua mãe, Jeon Youngmi, pegou sua mão, acariciando os dedos suavemente ao lhe olhar nos olhos — Taehyung é seu marido, meu amor, vocês são casados há dois anos.

Os olhos de Jeongguk triplicaram de tamanho e logo voltaram a encarar o desconhecido. Não. Não o conhecia! Era absurdo!

— O que? — Praticamente gritou, sentindo uma dor no peito, gemeu baixinho e começou a sentir falta de ar, sua cabeça estava queimando.

— Eu vou chamar um médico — seu pai avisou rapidamente, saindo da sala em um piscar de olhos.

Dois dos outros três estranhos estavam com a mão cobrindo a boca, parecendo tristes e nervosos demais com aquilo, sem nem conseguir dizer absolutamente nada, e Jeongguk até mesmo agradecia, pessoas demais falando consigo ainda mais desconhecidos, lhe deixava sufocado. Tudo parecia pressionar seu peito.

Mas Jeongguk só queria que eles saíssem dali, não os conhecia, não os queria ali.

— E-eu não sou casado — rebateu assim que conseguiu controlar a própria respiração, tomando um pouco de ar — e-eu não sou casado, a-ainda mais — olhou para o tal Taehyung outra vez — a-ainda mais com um homem.

Sua mãe olhou para baixo por alguns segundos e o tal Taehyung apenas converteu todo o seu rosto em uma expressão dolorosa demais, cheio de lágrimas ao se virar de costas, cobrindo o rosto e chorando alto.

Um dos desconhecidos, uma mulher bonita com um longo cabelo preto se aproximou dele, o abraçando com calma enquanto também olhava chorosa para ele.

— M-mãe — Jeongguk chamou a mulher que logo lhe encarou de novo — tira essas pessoas daqui — pediu mais baixinho — eu não conheço essas pessoas, tira elas daqui — pediu também choroso, seu corpo inteiro doendo, o desconforto e a confusão inteiramente lhe dominando, lhe açoitando sem nenhum tipo de piedade.

A mulher o olhou entristecida e balançou a cabeça positivamente, rapidamente mirando seus olhos nos outros dois presentes. Um rapaz era baixinho, olhos pequenos, vestia um conjunto de moletom simples, o outro era bem mais alto, pele amorenada, vestia uma calça jeans, blusa preta e jaqueta jeans também.

— Namjoon, Jimin, vocês podem nos dar licença por uns minutos, por favor? — Pediu tentando ser a mais educada por conta daquela situação. Eram amigos queridos de Jeongguk que tinham ido visitá-los vários dias, lamentando pelo o que ocorreu e que agora, aparentemente, nem eram reconhecidos pelo garoto — eu vou conversar com ele a sós um pouquinho, obrigada de verdade por tudo o que vocês fizeram.

Os dois balançaram a cabeça positivamente, e não falaram nada, apenas saindo do quarto com suas cabeças abaixadas.

— Jihyo, meu amor, leve o Taehyung para tomar um ar — a senhora Jeon pediu docemente, vendo a mulher concordar também e ir levando o tal Taehyung para fora do quarto, passando uma das mãos pelas costas do homem que ainda chorava, tremendo.

Respirou fundo, e quando ficaram a sós, encarou seu filho novamente. Havia medo demais naqueles olhinhos tão redondinhos e escuros.

— Eu não sou gay, mãe — Jeongguk logo disse, convicto demais do que estava dizendo, querendo chorar também — eu não sou casado com aquele cara… E-eu juro, e-eu não sou — derramou as primeiras lágrimas e logo Youngmi fez questão de limpar.

— Você realmente não é gay, Jeongguk — sua progenitora sussurrou o mais doce possível, continuando a passar seus dedos nas bochechas do filho — na verdade, você se descobriu bissexual certa de quatro anos atrás — explicou calma, vendo a expressão de choque vinda de seu filho, e aquilo lhe partiu o coração.

— Mãe, não — balançou a cabeça negativamente — e-eu ainda moro com vocês, eu tinha acabado de terminar com a Eunji, e-eu nã-o…

Jeon Youngmi respirou fundo.

— Jeongguk, você não tem mais vinte anos de idade — informou baixinho, ligando os pontos daquela perda de memória do filho. Falar do recente término com Eunji só podia significar que a mente de Jeongguk ainda estava em 2016.

Ele ainda devia acreditar que morava com os pais, que estava no começo da faculdade de administração, que só se sentia atraído por mulheres…

— O que? — Quase gritou novamente, nervoso, asfixiado, se remexendo como se tudo ao seu redor estivesse lhe queimando.Lágrimas já iam escorrendo por suas bochechas, era inevitável. Era como estar em um pesadelo, todos lhe dizendo coisas estranhas, coisas impossíveis...

Youngmi tentou segurá-lo, fazê-lo se acalmar.

— Estamos em 2021 meu amor, você-

— Não, não, não — fechou os olhos, cobrindo seu próprio rosto com as duas mãos, balançando a cabeça negativamente. — E-eu dormi por cinco anos? Eu perdi cinco anos da minha vida!

— Não, não Jeongguk — Youngmi segurou o pulsos dele, tentando fazer com que ele lhe olhasse novamente nos olhos — não, Jeongguk, você sofreu um acidente dia seis de abril desse ano que estamos agora, e hoje é o dia que você acordou — faltou calma, com algumas pausas, respirando fundo para não sobrecarregá-lo — hoje é dia cinco de junho, você ficou assim por quase dois meses, não cinco anos.

— M-mas eu não me lembro — voltou a chorar.

— Eu sei, meu amor — limpou as lágrimas dele, xingando o próprio marido mentalmente por estar demorando tanto para trazer o médico que era responsável de Jeongguk — me escuta, eu sei que não se lembra, não se lembra do seu marido, dos seus amigos que estavam aqui, da vida que tinha, mas confie nas palavras da mamãe.

Jeongguk só voltou a chorar ainda mais e Youngmi se debruçou sobre ele, o abraçando com carinho, deixando que seu filho chorasse copiosamente em seu ombro, tremendo por conta da situação em que estava, chorando como uma criança pequena que havia se machucado.

— Calma, calma, vai ficar tudo bem, a mamãe está aqui, estou aqui, meu amor, calma — ia o acalentando devagar, também querendo chorar por estar naquela situação, ver o desespero de seu filho, imaginar as complicações que ainda estavam por vir, o que aquela perda de memória poderia significar.

— Cheguei, cheguei — a voz de seu marido logo fez presente, abrindo a porta e indo até a cama do filho — eu demorei a encontrar o doutor do Jeongguk.

— Peço perdão — o homem sorriu largo, mostrando a costumeira sensação que transmitia de que tudo ficaria bem — estava atendendo algumas pessoas, — deu a volta e se aproximou de Jeongguk, sorrindo para ele também, o garoto tentou apenas limpar as lágrimas de seu rosto, envergonhado. — Olá, Jeongguk, meu nome é Jung Hoseok, sou o médico responsável por você desde que chegou e fico muito feliz de ver que acordou e não demonstra nenhuma sequela grave — comentou sorridente, notando como o garoto já parecia ter feito sapateado em cima daquela cama, o que mostrava que seu corpo não mostrava indisposição ou dificuldade em executar movimentos.

Colocou as duas mãos na frente do corpo.

— Seu pai me contou vindo para cá que você não se lembra de algumas coisas — falou mais calmo — fora isso, está sentindo alguma coisa?

Jeongguk balançou a cabeça positivamente.

— Na cabeça e no peito, — falou baixinho, a voz ainda embargada por conta do choro — mais na cabeça… Mas parece que estou com falta de ar.

O homem balançou a cabeça positivamente.

— Creio que essa sensação de falta de ar venha do choque de informações que está recebendo, é normal em casos como o seu.

— O senhor já sabe qual o caso dele? — Youngmi perguntou rapidamente.

— Especificamente não, estou me referindo ao fato dele perder a memória, quando acorda sem memória assim e recebe as informações, essa sensação de falta de ar vem, ele passou muito tempo dormindo, o melhor é que tudo o que for dito a ele seja feito com calma e aos poucos — explicou com suavidade, observando a máquina que mostrava os batimentos cardíacos de Jeongguk.

Estavam normais.

Olhou novamente para o garoto.

— Pronto para fazer alguns exames para sabermos o que pode ser isso, Jeongguk? — Perguntou mostrando um sorriso pequeno.

Jeongguk balançou a cabeça positivamente, quase desesperado.

— Sim, senhor!



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E então, já tem pistas?

Claro que nem todos os personagens foram apresentados ainda, mas você tem teorias sobre como a pessoa saiu impune?

Como o Jeongguk vai reagir a tudo que ainda vai descobrir?

Obrigada por terem lido aqui <3

Não se esqueçam de votar nesse coraçãozinho lindo e deixar um comentário bem legal <3




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