Especial de Um Nerd no Natal - Parte 1.

Oiii!!


Tudo bem galerinha do bem? Como vocês estão? Então...

Esse especial quase não saiu por diversos motivos, mas aqui está ele! Não vou ficar listando tudo o que quase deu de errado sobre esse especial, mas só posso dizer que a parte 2 irá sair dia 27 ou 28, não tenho certeza ainda porque ainda não terminei de escrever, estou com a família reunida e minhas folgas do trabalho, mesmo no fim do ano, são curtas :(

Enfim!

Quero lembrar que o Beomgyu com três anos de idade foi completamente inspirado na minha própria prima de três anos de idade!

Aqui está esse especialzinho BEM SIMPLES, mas que fiz de coração <3

Agradeço imensamente a Talia por betar a fic <3

E agradeço a vocês por sempre me inspirarem a continuar escrevendo essa história, amo vocês <3

Que estejam tendo um ótimo Natal <33


XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX


— Eu falei, eu falei mil vezes, eu na verdade falei duas mil vezes para você! — Jeongguk praticamente gritou enquanto caminhava em direção ao quarto que dividia com Taehyung.

E naquele momento Taehyung já se escondia debaixo do edredom, com o travesseiro em cima da cabeça porque queria fugir, estar longe dali para ouvir todas aquelas brigas, as reclamações diárias que Jeongguk fazia.

Era um chato.

Mas Taehyung amava, amava demais, era louco pela chatice dele, louco pelas reclamações de Jeongguk todos os dias consigo por conta das coisas erradas que o próprio Taehyung fazia.

— Mas mesmo assim você não me escuta! — Jeongguk continuou gritando e abriu a porta do quarto com brusquidão, a fera entrando no cômodo sem se importar com o fato de que os cachorros iriam ficar levemente assustados também. — Sai debaixo desse edredom, Taehyung!

E o homem sentou-se no colchão no mesmo segundo, enxergando seu lindo namorido somente de calça moletom preta, as mãos na cintura cheinha e a cara tipicamente emburrada.

— Tá, antes de sair jogando reclamações pra cima de mim, me diga exatamente o que eu fiz para eu poder inventar algo e me defender. — Comentou, movimentando as próprias mãos, e a cara de bravo de Jeongguk somente aumentou ainda mais.

— Você é um idiota, vou pegar meus filhos e ir embora daqui!

— Duvido, meu bolinho — resmungou, começando a se arrastar pelo colchão para poder sair da cama, querendo ir em direção a Jeongguk. — Eu duvido muito, muito, muito mesmo!

— Você deixou de novo as fraldas sujas da Jimin na lixeira da cozinha, eu tô cansado disso!

— Ela começou a cagar lá, Jeongguk, você queria que eu fizesse o quê? A lixeira do quartinho dela estava sem saco, eu não ia perder tempo indo pegar outra sacola pra colocar na lixeira e deixar uma bebê de dez meses sozinha! Eu agi rápido.

Jeongguk continuava a olhar-lhe bastante incrédulo.

Não conseguia acreditar no que estava ouvindo dos lábios de Taehyung. A cada dia conseguia se surpreender com as asneiras que ele dizia, sempre parecia ser altamente impossível que ele fosse se superar. E ali estava ele, se superando mais uma vez.

— Você poderia simplesmente ter trocado a sacola de lixo, Taehyung! Ter colocado a Jimin no berço e pego uma nova sacola! O tempo que você gastou indo para a cozinha, você poderia ter feito isso! Poderia ter pelo menos colocado no lixo do banheiro! — Ia falando cada vez mais alto, os dedos da mão se contorcendo em pulsos fechados. — Não tinha necessidade alguma de colocar a fralda suja no lixo da cozinha!

— Você deveria me agradecer por estar finalmente conseguindo trocar a fralda dela sem vomitar, eu hein! Eu estou fazendo progresso, Jeongguk! Só você que não reconhece isso!

— Agradecer a você? Agradecer a você, Taehyung? — Foi caminhando a passos duros em direção à grande cômoda do quarto, começando a vasculhar as roupas dos dois, separando algumas mudas e colocando em cima da cama.

No mesmo segundo Taehyung colocou-se de pé em um pulo, indo até seu moreninho lindo.

— Espera aí, o que você está fazendo? — Perguntou preocupado, vendo Jeongguk caminhar até onde guardavam as duas malas.

— Eu vou arrumar nossas malas, Taehyung! Amanhã já é véspera de natal, vamos para os meus pais — resmungou e sentou-se na cama, deixando as malas bem próximas de si, soltando um suspiro cansado que deixou Taehyung bastante preocupado.

Logo o homem de trinta e seis anos sentou-se ao lado de seu namorido, pegando uma das mãos dele.

— Você está muito cansado, não é? — Perguntou rouco, inclinando-se para começar a beijar a bochecha cheia, beijando-o várias e várias vezes, deslizando seus lábios até o pescocinho sempre cheiroso. — Eu disse que você dar aquele tanto de palestra e entregar aqueles trabalhos iria te levar ao limite.

— Não é só isso — resmungou manhoso, se desvencilhando dos toques que Taehyung fazia, o que só deixou o ex-ruivo ainda mais preocupado.

— É o que então, meu amor? — Taehyung perguntou baixinho, ainda fazendo um carinho nas mãos de Jeongguk, olhando-o nos olhos que não tinham óculos à sua frente, porque naquele momento Jeongguk estava usando lentes de contato.

Afinal, Jeongguk aprendeu da pior maneira que tanto Jimin quanto Beomgyu tinham mãos abençoadas, sendo capazes de puxarem seus óculos duas vezes e jogá-lo no chão.

Mesmo usando um cordãozinho de apoio, bastava Beomgyu ver os óculos em algum lugar que ele pegava, tudo porque queria ser igual ao pai e usar também.

Jeongguk, no fim, passou a usar lentes e assim parar de gastar dinheiro consertando os óculos tantas e tantas vezes.

Os dois estavam se readaptando muito com a vida de pais, acharam já estar bem acostumados após os dois anos com Beomgyu, mas estavam redondamente enganados porque Jimin deu-lhes ainda mais trabalho, e com dois para cuidar de uma vez, aprenderam que não estavam nem de longe preparados para tudo o que a paternidade exigia.

— Eu já tenho 30 anos, tenho dois filhos incríveis, tenho uma carreira muito boa, tenho você, um parceiro que eu jamais pensei que fosse conseguir — suspirou. — Mas eu não sei, me sinto um pouco vazio às vezes.

— Posso te fazer uma pergunta, amor? — Taehyung perguntou calmamente.

Jeongguk somente balançou a cabeça positivamente.

— Seus pais estão ficando mais velhos, nossos filhos estão ficando mais velhos, você e eu estamos ficando mais velhos. — Tocou no queixo dele, fazendo-o se virar para si. — Não acha que esse vazio é porque você está sentindo que nossa vida tá passando rápido demais?

— O quê?

— Você não tem mais dezenove anos, meu lindo, talvez você só esteja finalmente sentindo o peso da vida adulta e de todas as coisas que pode não conseguir fazer mais… Você já conheceu tantos países, conheceu tanta gente, se saboreia com tantas conquistas… Talvez só esteja amuado porque chegou seu momento de ficar mais em casa, sem tantos deveres ou responsabilidades, porque muita carga saiu dos seus ombros e esse vazio também pode ser um sentimento errado de invalidade, de que seu tempo passou, você conquistou coisas demais e agora deve somente parar.

— Me sinto um pouco sem rumo, sim — Jeongguk admitiu de forma baixa, tombando sua própria cabeça no ombro de Taehyung, respirando fundo. — O que mais eu posso conquistar?

— Agora? Você pode arrumar tudo comigo enquanto nós planejamos passar o natal lá nos seus pais? Podemos dar outro natal mágico para o Beomgyu, um primeiro natal mágico pra Jimin, podemos aproveitar bem essa data e depois passear um pouco, só nós dois, e então podemos definir todos os nossos planos para o ano que vem…

— Mas — respirou fundo outra vez. — Seja sincero comigo, por favor. Você acha que isso é bobeira minha? Acha que é algum drama?

— Na verdade eu acho que é uma sensação válida, meu neném — pegou a mão de Jeongguk e beijou-a —, é normal, você é alguém que nasceu pra ser muito grande, lógico que vai ter momentos em que vai querer mais e mais sempre…

— Obrigado — Jeongguk comentou mais manhoso. — Eu cheguei todo grosso aqui agora com você e-

— Para de se preocupar com isso, eu já disse que acho divertido, é engraçado ver você surtando, ver você resmungando comigo, me anima e me deixa sempre mais apaixonado por você. — Taehyung disse com um sorriso que não conseguia esconder, inclinando-se sobre Jeongguk para começar a beijá-lo suavemente, dando beijos em seu queixo, em seu maxilar, até finalmente chegar em sua boca.

Iniciaram um beijo molhado, Taehyung sempre fazia questão que fossem beijos intensos, sempre desejando dominar toda a boca de Jeongguk, sugando sua língua.

Provocando-lhe suspiros.

Arfadas.

Tudo enquanto segurava a nuca dele com certa possessão.

Sugando seu lábio inferior com bastante vontade.

— Eu te amo, sempre, e é vivendo com você que eu percebi que realmente você e nossa família são as melhores coisas que já me aconteceram, essa rotina gostosa dos nossos filhos e você, todos os dias.

Jeongguk juntou as duas testas.

— Você é incrível… Finalmente com trinta e cinco anos você ficou tão maduro assim, fica tão sexy — sorriu ladino comentando, porque sabia que iria fazer Taehyung sorrir todo feliz, praticamente extasiado, voltando a beijar Jeongguk com vontade.

— Argh, te amo! — Taehyung pulou em cima de seu lindo moreninho, deixando-o deitado em cima da cama, ficando entre suas pernas, apertando-as.

— Tae — começou a soltar risadas. — A porta ainda está aberta! Não dá — apertava a cintura do Kim, tentando afastá-lo.

— Relaxa, não vai dar em nada…

— PAPAI! — Beomgyu gritou todo animado, correndo com suas perninhas em direção aonde seus pais estavam.

— O que você dizia, hein? — Jeongguk provocou, conseguindo finalmente afastar Taehyung de si, que caiu para o lado, vendo seu filho morrer se esforçando para subir no colchão alto da cama de seus pais.

— Vem cá, garotão! — Taehyung rolou levemente para o lado, pegando o garoto no colo. — O que você quer? — Perguntou, vendo Beomgyu se soltar de seus braços e ir direto para mais perto de Jeongguk, se enroscando nele.

Beomgyu era grudento, era tímido em determinados momentos quando estava em locais muito cheios — similares às palestras de Jeongguk ou lançamentos de livros. Mas quando estava em algum local confortável, era o pouco que bastava para se tornar o verdadeiro pestinha que Yeoreum sempre dizia que ultrapassaria Jeongguk quando era criança também.

Todavia, também conseguia ser muito grudento, sempre adorando estar no colo, principalmente em dias frios.

— Quelo ir logo pá vovó — resmungou, o pijaminha de seu corpo já sendo temático do natal, cheio de renas e árvores.

— Nós já vamos, meu amor. — Jeongguk respondeu, pegou o garoto entre os braços e levantou-se da cama, rumando em direção à cômoda. — Estamos arrumando as coisas já.

— Leva doce — Beomgyu pediu, querendo pular do colo de Jeongguk, correndo para o chão e indo até uma das cômodas ao lado da cama, abrindo a gaveta e tirando de lá uma barra de chocolate que Jeongguk escondia.

Taehyung cruzou os braços e levantou uma das sobrancelhas, encarando Jeongguk, que corou envergonhado.

— Como você sabe disso, Beomgyu? — Jeongguk quase gritou.

— Eu vi… — Sorriu todo travesso e correu para o fora do quarto com a barra de chocolate na mão.

Os cachorros logo o seguiram, latindo.

— Pega isso dele, Taehyung, antes que ele dê para os cachorros ou coma agora de manhã — resmungou, massageando o rosto.

E então, um choro alto de bebê começou a ecoar pela casa.

Taehyung soltou uma risadinha gostosa.

— Eu vou lá.

Saiu do quarto, vendo Beomgyu pulando no sofá e tentando abrir a barra, tomou da mão dele e colocou-o sentado no sofá.

Correu em direção ao quartinho de Jimin, abrindo a porta com pressa, logo se abaixando em frente ao berço todo amarelinho, pegou-a no colo com bastante cuidado.

— Oh, minha princesa. — Resmungou manhoso, admirando cada detalhezinho que compunha toda a menina chorosa em seus braços. — O que houve? Pesadelo? Está com fominha, é?

Mas Jimin não parava de chorar.

Nix e O Pintado logo começaram a seguir Taehyung, acompanhando o choro de Jimin, preocupados. Taehyung ajeitou Jimin nos braços, indo até o próprio quarto, colocando a menina na cama.

— Olha ela que eu vou esquentar uma mamadeira para ela… — Taehyung informou e Jeongguk logo se juntou a pequenina, observando como Nix e O Pintado também prestavam atenção no que a neném fazia, agora menos chorosa e mais focada nas feições do próprio pai, que sorria para si, passando uma das mãos em sua cabeça.

Demorou um pouco, mas finalmente Taehyung voltou.

— Enquanto esquentava eu peguei as duas caixas de pisca-pisca que estavam na cozinha. — Informou e logo jogou as duas caixinhas dentro da mala. — O que mais seu pai pediu mesmo? — Taehyung perguntou assim que sentou-se no colchão, pegando Jimin no colo.

— Pediu pra ver se você consegue comprar as cidras para hoje — comentou se afastando para terminar de arrumar as malas. — O Beomgyu está onde? — Perguntou preocupado.

— Está na sala com os cachorros, logo aparece quando os cachorros desistirem — Taehyung resmungou, também prestando atenção em Jimin sugando o leite da mamadeira, fechando os olhinhos, toda preguiçosa.

Jeongguk riu.

— Quando terminar aí pega ele pra dar banho, a gente tem que ir logo. — Jeongguk pediu.

— Ok, minha vida.


[...]


— OLHA QUE COISAS MAIS LINDAS! — Yeoreum gritou a todo pulmão, animada com sua roupa toda vermelha, contemplando a bela imagem de seus dois netinhos vestidos com macacões de rena de papai noel.

Beomgyu saiu correndo para abraçar a mulher, que agiu rápido em deixar as taças em cima da mesa e logo abraçar a criança agitada.

— Vovó! — Beomgyu gritou. — Quelo comê!

Yeoreum começou a rir, nem tendo tempo para falar com Jeongguk e os outros, logo sendo puxada para ir a cozinha, dar algum biscoito para Beomgyu.

— Onde está o meu pai? — Jeongguk perguntou, soltando os cachorros pela casa, voltando para a minivan pegar as sacolas com as compras.

— Ele está lá em cima, falando com alguns amigos que ligaram pra ele pra desejar feliz natal.

— Ele foi pro carro, sogra — Taehyung informou, levando Jimin com sua cadeirinha até o sofá, colocando-a ali enquanto Kiku e os demais ficavam prestando atenção em tudo.

— Voltei — Jeongguk informou, já indo em direção a cozinha. — Onde está o meu pai?

Yeoreum repetiu.

Taehyung não demorou em agir e logo subiu logo as escadas para pegar a mala com a roupa de papai noel que iria usar naquela noite. Também pegou a bolsa que tinha os presentes que haviam deixado ali porque Beomgyu era curioso demais.

Colocou-os dentro da sacola vermelha e gritou de susto quando a porta do ex quarto de Jeongguk foi aberta.

— Ai, que susto, porra! — Colocou as mãos no coração, — Quer me matar, sogro?

Woohyuk riu também.

— Que nada, quem deve teme, garoto — Woohyuk comentou, sorrindo, — onde estão os meus netos?

— Lá embaixo, Beomgyu já tá comendo, Jimin está no sofá, está chatinha e chorona hoje — já informou rapidamente —, nem um pouco animada para o primeiro natal dela.

— É assim mesmo, ela só tem cinco meses, Taehyung. — Woohyuk defendeu a neta.

— Vai lá então!

Woohyuk deu dois tapinhas nas costas de Taehyung e saiu do cômodo.

Taehyung terminou de arrumar tudo e saiu do quarto também.

Jeongguk estava inclinado sobre a árvore de natal, ajeitando alguns de seus próprios enfeites que havia levado, arrumando-os com cuidado.

Mas logo recebeu um tapa na bunda.

— Para de me dar mole, estamos na casa dos seus pais, Jeongguk.

Jeongguk riu e revirou os olhos.

— Isso nunca te impediu antes, Taehyung — resmungou colocando o último enfeite que tinha. — Mas agora temos filhos, então controle-se.

O Kim sorriu e então se aproximou de Jeongguk mais uma vez, grudando seus lábios no ouvido direito dele.

— A roupa de papai noel já está pronta, amor, daqui a pouco você enrola o Beomgyu pra eu aparecer…

— Você vai mesmo fazer isso?

— Claro!

— O Beomgyu é esperto, Taehyung. Ele pode descobrir. — Jeongguk resmungou, passando seus dedos pelo bigodinho que Taehyung estava deixando crescer, até mesmo a barbinha, e quase morreu de amores pelo vídeo que ele havia postado no twitter, mas claro que havia ficado irritado porque depois Taehyung já não estava lhe ajudando mais.

— Beomgyu come areia às vezes, Jeongguk! — Taehyung rebateu nada crente de que seu filho fosse descobrir que ele seria o Papei Noel. — Ele ainda acha que a Jimin nadou com um tubarão de verdade por conta daquele vídeo que você fez.

— Isso é verdade — Jeongguk comentou sorrindo, sendo abraçado pelos braços sempre firmes de Taehyung, que puxava-o com vontade, deslizando suas mãos pelo corpo que tanto chamava de perfeito, porque sentia e via todos os dias que era.

— Eu sei que é, eu sou o pai dele. — Taehyung começou a beijar Jeongguk, vários selinhos e depois um beijo mais lento, mais bem trabalhado, até serem interrompidos por Laranjinha pulando em cima da árvore. — MAS QUE CARALHO! — Taehyung gritou assustado, afastando-se de Jeongguk e vendo a árvore que só não caiu no chão porque tombou contra a parede.

Todavia, diversos enfeites começaram a cair.

— Feio! Não pode! — Jeongguk começou a brigar, puxando o cachorro pela coleira, Nix começando a latir alto, toda desesperada para se aproximar. — Não! Não! — Jeongguk seguiu brigando.

Jimin começa a chorar, e Taehyung corre para pegar a bebê.

— PAI, A JIMIN! — Beomgyu grita, vindo da cozinha. — Ué! — Gritou, soltando os biscoitos em cima do sofá. — O que acôteceu com a avôle? — Beomgyu começa a puxar alguns dos galhos, parecendo irritado.

— Não puxa, Beomgyu! — Jeongguk solta Kiku e correu em direção a Beomgyu.

— Beomgyu, meu amor, você quer lamber a massa do bolo? — Yeoreum surgiu perguntando toda amorosa, segurando a bacia cheia de massa.

— Mãe?! — Jeongguk quase gritou. — Você está fazendo bolo pra ele? — Perguntou segurando o filho no colo, o menino lutando para se soltar daqueles braços.

— Claro, ele disse que não gosta dos doces que eu mostrei que iam ter.

— Ele gosta sim, sogra! — Taehyung rebateu. — Ele come tudo sim! Ele tá dando de mentir para conseguir as coisas agora — brigou olhando feio para o filho.

— Não como! — Resmungou, mentindo.

— Deixa de mentira que senão vai ficar sem presente! — Taehyung brigou, vendo Beomgyu pular para fora dos braços de Jeongguk e correr com sua roupinha de rena em direção à própria avó. — Vô lambê!

A campainha tocou.

— Eu abro, sogrinha. — Taehyung informou, correndo até a porta, abrindo-a e olhando chocado para a figura de Jimin e Yoongi, ambos vestidos de papai noel, segurando sacos vermelhos com presentes dentro, provavelmente. — Mas que porr-

— HO, HO, HO! — Yoongi gritou primeiro, empurrando Jimin para poder entrar primeiro.

— PAPAI NOEL! — Beomgyu gritou e correu até Yoongi, abraçando-o todo animado. Jimin, no colo de Taehyung, começa a chorar um pouco mais, se remexendo nos braços do pai.

— Ho, ho, ho! — Jimin como Noel foi mais discreto, indo até Taehyung, olhando para a pequena bebê que no mesmo segundo parou de chorar, olhando curiosa para Jimin e sua barba absurdamente grande. — Essa é a minha xará? — Perguntou sorridente, forçando uma voz forte e rouca.

Taehyung revirou os olhos.

— Pensei que você fosse o papai noel? — Taehyung levantou uma das sobrancelhas, suspirando quando Jimin riu sem graça.

— Esse é quem? — Beomgyu perguntou desconfiado, apontando para Jimin.

— É meu irmão mais novo, ele quer ser papai noel hoje, — Yoongi respondeu em tom de brincadeira, fazendo Beomgyu sorrir, correndo para abraçar Jimin também.

— Tá, mas por que isso? — Jeongguk perguntou para Yoongi, aproximando-se de Taehyung para pegar Jimin no colo, começando a ninar a menina. — Taehyung estava querendo se vestir também.

— Azar o dele. — Jimin deu os ombros.

— Eu queria vir assim, Jimin também porque gosta de chamar atenção, — Yoongi respondeu em um resmungo.

— Vai to-

— Papai noel não xinga, Jimin! — Jeongguk alertou rapidamente, antes que Jimin falasse o que queria e pudesse fazer Beomgyu ficar desconfiado ou até mesmo assustado com aquilo.

— Verdade. — Riu amarelo. — Mas eu trouxe muitos presentes.

— Eeee!! — Beomgyu gritou todo empolgado, segurando a mão de Jimin Noel para levar até o sofá. — Vovó taz o boio!

Yeoreum começou a rir da fofura de seu primeiro neto.

— Vou trazer quando ele ficar pronto, meu amor.

— Raios dessa criança que já cresceu assim — Taehyung resmungou, cruzando os braços parecendo bem inconformado.

— Supera. — Jeongguk brincou, beijando a bochecha do Kim suavemente antes de se afastar também, ajudando sua mãe a ajeitar a árvore de natal novamente.

Taehyung foi até a cozinha, vendo Woohyuk terminando de fazer o arroz cheio de uva passas.

— Eca, sogro, pra que estragar o arroz assim, Beomgyu vai reclamar muito, ele odeia isso, chama de cocô de passarinho.

— Cocô de passarinho é branco. — Woohyuk comentou sorridente, pegando a tigela ao começar a despejar o arroz dentro.

— Mas ele acha que é igual uva passas. — Taehyung deu os ombros. — Eu acho que é mais parecido com cocô de coelho.

— Que agradável, entrar na cozinha e ouvir vocês falando de cocô — Yeoreum comentou assim que entrou no cômodo, acendendo a luz do fogão para ver se o bolo estava assando certinho.

De resto, o cheiro delicioso de comida estava presente em todo o lugar.

— O resto da família vai vir? — Taehyung perguntou para a sogra, cutucando uma das batatas e então a pegando para comer.

— Não, esse ano não. Só vão vir para o ano novo, e o resto dos seus amigos?

— Também não, vão passar com as famílias deles. — Deu os ombros. — Só o Jimin e o Yoongi que não tem canto pra infernizar que estão aqui, e ainda estragando minha ideia.

Yeoreum riu junto com Woohyuk.

— Mas e o seu presente para o Jeongguk? — A mulher perguntou retirando uma torta de bacalhau de dentro do fogão, usando a luva de proteção e então colocando a travessa em cima do balcão.

— Ah, ele hoje estava admitindo que estava todo desanimado, que sentia-se sem foco e meio perdido diante de tudo o que já conquistou, a gente conversou, ele ficou melhor, mas penso se uma viagem para a Noruega pode não ser uma boa ideia.

— Claro que é! — Woohyuk deu força. — É um país que ele nunca foi, é frio como ele gosta, pode ser bem romântico com uns pontos turísticos bem legais…

— Mas eu penso que é cedo demais, Jimin só tem cinco meses.

— E nós sabemos como cuidar de uma linda princesinha de cinco meses, Taehyung. Jimin não precisa ser amamentada no peito, e está muito acostumada com a gente, vai dar tudo certo, e o Beomgyu aqui vai dar mais clima de “casa” para ela — Yeoreum começou a passar mais confiança, passando uma das mãos pelas costas de Taehyung, não querendo que seu filho do coração ficasse se sentindo triste dessa forma. — Vai ser ótimo para vocês!

— É, também acho que sim… Mas fico preocupado também.

— Não precisa ficar, de verdade mesmo, meu querido. — Yeoreum continuou, dando um beijo no ombro do Kim vestido com um suéter vermelho vivo cheio de árvores de natal.

— Tudo bem, eu prometo, sogrinha.

— Agora vem me ajudar a molhar este peru aqui, — Woohyuk chamou e Taehyung se aproximou do seu sogro, ajudando-o conforme recebia as instruções, seus dedos tatuados sendo vistos por Woohyuk que agora sabia o significado de diversas delas.

Nunca esteve tão feliz de ter errado bastante sobre sua opinião acerca do garoto.

— Eu vou lá ver como estão as coisas e pedir para um dos Noels me ajudar a montar a mesa — Yeoreum revirou os olhos sorrindo antes de sair da cozinha.

— Esses dois são uma comédia. — Woohyuk também rendeu-se a uma risada ao falar sobre os dois amigos de seu filho.

— São uns sem noção. — Taehyung resmungou.

— Taehyung! — Jeongguk entrou rapidamente dentro da cozinha, assustando o namorido e o próprio pai que olharam-o assustado.

— O que foi meu amor? — Perguntou se aproximando dele, olhando-o de cima a baixo, checando se estava tudo bem. — Aconteceu alguma coisa?

— Eu esqueci seu presente lá em casa! — Falou choroso.

— O que? — Franziu as sobrancelhas.

— Eu escondi seu presente lá em casa, no cofre do meu escritório — ia contando e Taehyung praticamente morreu de amores, abraçando-o com bastante força por Jeongguk ser tão adorável, resmungando choroso com seu rosto bochechudo sobre ter esquecido seu presente, sobre tê-lo escondido no cofre do escritório… Era um amor. — E na correria de arrumar tudo que você não me ajudou mais cedo, eu acabei esquecendo.

Afundou o rosto no pescoço de Taehyung.

— Oh, neném, não fica assim. — Encheu a cabeça de Jeongguk de beijos. — Está tudo bem, eu vou lá buscar, o presente está embrulhado?

— Não! — Voltou a resmungar. — Eu não tive tempo.

— Então te levo, e você embrulha e tal e aí voltamos. — O abraçou com mais força. — Deixa de ser bobo, só não chora, está tudo bem.

— Tudo bem.

Um beijou o outro.

— Então vão logo porque falta pouco para sua mãe querer começar a ceia.

Woohyuk informou e rapidamente os dois saíram da cozinha, disfarçaram um pouco, explicaram a situação para Yeoreum e saíram de casa quando Beomgyu não estava percebendo.

Rumaram em direção ao carro.

— Isso não é uma desculpa para voltarmos para casa e você ter meu corpinho nu, não né? — Taehyung brincou enquanto colocavam o cinto.

Jeongguk sorriu e deu um suave tapa na perna de Taehyung.

— Confesso que agora estou bem curioso para saber qual o seu presente para mim.

— Vai saber só mais tarde.

— Me dá uma pista, estou te dando carona.

— Porque é medroso demais para me deixar ir sozinho nessa nevasca.

— Isso se chama amor.

— E como eu te amo, vou te dar o presente somente mais tarde.

— Lindo — Taehyung elogiou, manobrando o carro e beijando a bochecha de Jeongguk outra vez — Te amo demais.

— Eu também, agora preste atenção na rua.

Taehyung sorriu.

— Tá, seu chato.

Jeongguk revirou os olhos, mas sorriu apaixonado para a visão bonita de Taehyung dirigindo, exalando toda a sua masculinidade natural, as mãos tatuadas fazendo pressão no volante, o suéter deixando-o fofo, as pernas longas abertas, bem como sempre ficavam quando ele dirigia.

Era como se ainda tivesse dezenove anos e estivesse se apaixonando mais uma vez.



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Se você chegou até aqui, muito obrigada <333


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